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Almanaque CBN fala sobre a reforma do Ensino Médio

Ouça o primeiro bloco do programa deste sábado (29)
Reforma do Ensino Médio
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Nesta entrevista na CBN, a professora e pesquisadora Juliana Piontti, o diretor pedagógico e professor de química Eduardo Gula Sobrinho, e o diretor estadual da APOS, Mauro Inácio, discutiram a reforma do ensino médio. Eles expressaram grande preocupação com a forma como a reforma está sendo implementada.

Pontos Negativos da Reforma

Os debatedores criticaram a falta de diálogo com professores e educadores na elaboração da reforma, qualificando-a como imposta de cima para baixo. Também questionaram a narrativa na mídia, que apresenta a reforma como positiva, sem apresentar dados concretos sobre quais disciplinas serão mantidas e quais serão excluídas. A reforma ameaça disciplinas como filosofia, sociologia e história, essenciais para o desenvolvimento do senso crítico dos alunos. A obrigatoriedade do ensino médio em período integral também preocupa, pois muitas escolas não possuem a infraestrutura necessária, levando à evasão escolar, como exemplificado em Ribeirão Preto.

Prejuízos para Alunos e Professores

A proposta de itinerários formativos, onde os alunos escolhem sua trajetória, é vista como um retrocesso e uma desonestidade com os jovens, pois limita o acesso a conteúdos fundamentais para sua formação integral. A escolha com apenas 14 anos é considerada inadequada e precipitada. Além disso, a possibilidade de contratação de profissionais não licenciados para ministrar aulas em itinerários profissionalizantes preocupa os debatedores. A falta de informações claras sobre a implementação da reforma, inclusive no site do governo, gera incertezas sobre como as escolas se adaptarão e quais disciplinas serão oferecidas em cada uma.

A reforma também impacta negativamente os professores, com a possibilidade de remanejamento e realocação, gerando instabilidade e insegurança profissional. A falta de investimento em infraestrutura e recursos para escolas em período integral é outra grande preocupação. A reforma é vista como uma resposta política imediata dentro de um projeto neoliberal, com foco econômico e desconsideração pelas necessidades reais dos alunos e professores.

Em suma, a reforma do ensino médio, como proposta, é vista pelos entrevistados como prejudicial e autoritária, implementada sem diálogo, planejamento adequado e investimento necessário, afetando negativamente alunos e professores, especialmente na rede pública.

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