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As eleições se aproximam e, com elas, a responsabilidade de escolher os representantes que moldarão o futuro de nossas cidades. Mas, o que fazer quando a indecisão paira sobre o eleitor? Votar em branco ou nulo seria a melhor alternativa? Especialistas debatem as nuances dessas escolhas e o impacto no cenário político.
A Legitimidade do Voto em Branco e Nulo
Professor Passador, especialista em ciência política, ressalta que o voto em branco ou nulo é uma escolha legítima, amparada pela legislação. O eleitor tem o direito de não se identificar com nenhum dos candidatos apresentados, expressando sua insatisfação com as opções disponíveis. No entanto, ele pondera sobre a importância de um esforço para refinar as escolhas, buscando informações e avaliando as propostas de cada candidato.
O Eleitor Consciente: Além da Aparência
Eduardo Vianna, especialista em marketing político, destaca a necessidade de o eleitor ter consciência do papel de cada cargo em disputa. Um vereador, por exemplo, tem a função de fiscalizar o executivo e propor projetos, mas não possui a caneta para executar obras. A escolha não deve se basear apenas na aparência ou em promessas vazias, mas sim na análise profunda do perfil e das propostas de cada candidato.
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Mitos e Verdades Sobre Votos Brancos e Nulos
Dr. Lois Escarpino, especialista em direito eleitoral, desmistifica a crença de que votos brancos ou nulos podem anular uma eleição. Ele explica que, para fins de cálculo eleitoral, esses votos são excluídos, juntamente com as abstenções. A eleição só é anulada se a Justiça Eleitoral identificar irregularidades que comprometam a lisura do processo, como compra de votos ou inelegibilidade de um candidato.
Em tempos de polarização e descrença na política, o voto consciente se torna ainda mais crucial. Informar-se, analisar propostas e escolher candidatos com preparo e compromisso são passos essenciais para construir um futuro melhor para nossas cidades.



