Ouça o 2º bloco do programa de 21 de setembro
O trânsito em Ribeirão Preto enfrenta desafios complexos, com congestionamentos e gargalos que afetam a mobilidade urbana. A CBN Ribeirão Preto debateu o tema com o engenheiro Fernando Antunes, da Transairp, e o advogado Ademar Padrão, especialista em direito público e transporte.
Gargalos e Congestionamentos: Uma Realidade Diária
A população de Ribeirão Preto enfrenta diariamente problemas em rotatórias, gargalos e cruzamentos, especialmente nos horários de pico. A rotatória Amin Calil, que recentemente teve um acidente com ônibus, expôs ainda mais o gargalo existente naquele local. Outros pontos críticos incluem o início da Avenida Jerônimo Gonçalves, na conversão para a Avenida Francisco Junqueira, e a região da Nove de Julho com Portugal. A pergunta que fica é: quando o Plano de Mobilidade Urbana (PAC da Mobilidade) será implementado?
O PAC da Mobilidade: Uma Solução à Vista?
O PAC da Mobilidade, uma exigência do Ministério das Cidades, visa aprimorar o transporte coletivo, com foco em corredores de ônibus. Embora o foco seja o transporte público, a melhoria beneficia também o tráfego de veículos particulares. A previsão é que o tema de referência seja apresentado em breve, com a assinatura do contrato em outubro e os projetos executivos concluídos até março do ano seguinte. A partir daí, o município poderá contratar as obras, com a construção de viadutos na Francisco Junqueira com a Leão XIII e na João Fiusa com a Jerônimo Gonçalves, além de intervenções para solucionar problemas de conversão na Presidente Vargas com a Independência e na Portugal com a Nove de Julho. Todas as intervenções são baseadas em pesquisas de mobilidade projetadas para os próximos 20 anos, com a expectativa de conclusão em até quatro anos.
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Desafios Além da Engenharia: Fiscalização e Comportamento
Ademar Padrão ressalta que, além das obras de engenharia, é crucial investir em comportamento, controle e fiscalização. Ele questiona se haverá incremento no órgão fiscalizatório, diante das novas situações que exigem mais recursos humanos. Padrão também alerta para a necessidade de fiscalização rigorosa nos novos cruzamentos, como o da Nove de Julho com a Portugal, para evitar acidentes. A estrutura de atendimento em casos de acidentes e a falta de uma estrutura própria do município para guinchos também são apontadas como deficiências. Segundo Padrão, Ribeirão Preto precisaria de, no mínimo, 600 agentes de trânsito para garantir um trânsito mais educado. Fernando Antunes complementa, ressaltando que nenhum projeto de engenharia de tráfego é bem-sucedido sem respeito às leis de trânsito.
Embora existam desafios a serem superados, o debate aponta para um futuro com melhorias na mobilidade urbana, desde que haja investimentos em infraestrutura, fiscalização e conscientização.



