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Almanaque CBN fala sobre os desafios enfrentados pelas mulheres

Ouça o segundo bloco do programa deste sábado (11)
mulheres desafios
Ouça o segundo bloco do programa deste sábado (11)

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Neste sábado, o programa Xebeni discutiu questões relacionadas às mulheres, recebendo Vlaumir Souza (sociólogo e professor universitário), Roberta Escatena (psicóloga e coach) e Luciana Remoli (advogada e presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher).

Desigualdade Salarial e Preconceito de Gênero

Um dos pontos abordados foi a diferença salarial entre homens e mulheres, que chega a 20% ou 30%, com as mulheres recebendo menos. Roberta Escatena relatou experiências em que gestores se mostraram relutantes em contratar mulheres para cargos de liderança, alegando que determinados trabalhos, como engenharia ou atividades em campo, são mais adequados para homens. Apesar do avanço da participação feminina em diversas áreas, o preconceito persiste, muitas vezes associado a preocupações com assédio ou a crença de que as mulheres não teriam a mesma disponibilidade devido às responsabilidades domésticas.

A Violência Doméstica e a Lei Maria da Penha

A discussão se estendeu à violência doméstica, com Luciana Remoli destacando a dificuldade enfrentada por muitas mulheres em denunciar seus agressores, muitas vezes por medo ou por tentarem justificar o comportamento do parceiro. A psicóloga Roberta Escatena comparou essa situação a contos de fada, como “A Bela e a Fera”, onde a narrativa romantiza a violência, levando algumas mulheres a acreditarem que podem transformar um homem agressivo em um príncipe. Dados estatísticos foram apresentados, mostrando que 49% das mulheres que buscam ajuda relatam violência física, 23% violência psicológica e 40% das agressões partem dos companheiros. A complexidade do problema foi analisada, considerando a influência da educação e da cultura machista, que muitas vezes culpam a mulher pela violência sofrida. A Lei Maria da Penha foi elogiada como um avanço significativo, porém, foi ressaltado que ela não é uma solução definitiva, e que a conscientização e a desconstrução do machismo são fundamentais.

Empoderamento Feminino e o Caminho para a Igualdade

As participantes enfatizaram a importância do empoderamento feminino, não como uma competição com os homens, mas como uma busca pela igualdade de oportunidades. A qualificação profissional, o desenvolvimento de habilidades e a valorização das características femininas, como a capacidade de trabalho em equipe e a persuasão, foram apontadas como elementos cruciais para alcançar a equiparação de direitos e condições. A necessidade de romper com os preconceitos e a importância da representatividade feminina em cargos de liderança também foram destacadas. O programa finalizou com um apelo para que as mulheres continuem lutando por seus direitos e buscando seu espaço com inteligência e empoderamento, construindo um futuro de igualdade e respeito.

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