Ouça o primeiro bloco do programa deste sábado (16)
Neste sábado, a CBN Ribeirão recebeu em seu estúdio o economista José Rita Moreira e o economista do Cincovarp, Marcelo Bose Rodrigues, para discutir a economia brasileira em 2017 e as perspectivas para 2018.
Medidas Econômicas do Governo
Para José Rita, as medidas tomadas pelo governo foram positivas, com queda nas taxas de juros, inflação e dólar sob controle, e alta na bolsa de valores. Apesar da geração de empregos ser mais lenta, a expectativa é de melhora em 2018, impulsionada pela diminuição da inadimplência e o consequente aumento do crédito disponível.
Economia Regional e o Impacto em Ribeirão Preto
Marcelo destaca que, apesar das melhorias na economia nacional, o comércio em Ribeirão Preto ainda não sentiu o impacto de forma significativa. A melhora é gradual, influenciada por fatores como a queda na taxa de selic, mas o consumo ainda está contido pela cautela do consumidor, em função da renda ainda não totalmente recuperada. A situação da indústria e a dependência da economia regional de fatores como a citricultura e a cana-de-açúcar também são relevantes para a análise.
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Desafios e Perspectivas para 2018
A discussão abordou diversos desafios, como a reforma trabalhista, a necessidade de investimentos em infraestrutura e a questão da tributação. A mecanização da colheita de cana e a criação da região metropolitana também foram temas relevantes. Os economistas concordaram que a geração de empregos depende da retomada dos investimentos, da eficiência do serviço público e de uma reforma tributária que equilibre a arrecadação com a necessidade de reduzir a carga tributária sobre as empresas. A corrupção e a falta de eficiência na gestão pública foram apontadas como entraves ao desenvolvimento econômico. A questão do IPTU em Ribeirão Preto foi analisada, com ênfase na necessidade de um equilíbrio entre a arrecadação e a capacidade de pagamento dos contribuintes. A valorização de certas regiões da cidade, devido a investimentos privados, também foi discutida, questionando se a prefeitura pode cobrar mais impostos por investimentos que não foram feitos por ela. No geral, apesar dos desafios, há um otimismo cauteloso para 2018, com a expectativa de uma melhora gradual da economia, dependendo da resolução de questões estruturais e da eficiência da gestão pública.



