Ouça o segundo bloco do programa deste sábado (26)
Neste sábado (26/08), o programa Almanac da CBN discutiu o RenovaBio, recebendo Antônio Dipadoa Rodrigues (diretor técnico da União), Aparecido Luiz (presidente do Cesi) e Paulo Montabone (gerente-geral da Fena-sucro).
RenovaBio: sem subsídios, mas com metas ambiciosas
O programa abordou a ausência de subsídios governamentais no RenovaBio e a necessidade de aumentar a produção de etanol. Para atingir a meta de dobrar a produção até 2030, serão necessárias cerca de 70 novas usinas, exigindo um investimento significativo na indústria de base. A Fena-sucro, em sua 15ª edição, destaca a convergência de esforços para uma indústria ecologicamente correta.
Desafios e oportunidades do setor sucroenergético
A discussão se estendeu aos desafios enfrentados pelo setor, incluindo o alto endividamento das usinas e a necessidade de melhorar a rentabilidade. O RenovaBio busca induzir o aumento da produtividade e a redução de custos, incentivando investimentos e a modernização do setor. A visita a uma usina que gera 23 megawatts de energia, vendendo o excedente para a rede elétrica, exemplifica o potencial de diversificação da produção, incluindo etanol orgânico para uso medicinal e cosmético.
O futuro do etanol e o RenovaBio
A questão do preço do etanol foi debatida, com a necessidade de conscientizar o consumidor sobre os benefícios sociais e ambientais do biocombustível. O RenovaBio não visa resolver problemas específicos do açúcar ou do etanol, mas sim promover a sustentabilidade e o abastecimento, incentivando a inovação e a eficiência. A Fena-sucro, como vitrine do setor, destacou a importância do programa e suas perspectivas para o futuro, incluindo novas tecnologias e produtos, como o biogás e o biometano. A utilização do etanol como combustível sustentável para veículos, inclusive elétricos, foi também um ponto importante da discussão, destacando a competitividade do etanol em relação à gasolina e a importância da redução de custos para o consumidor final. A feira da Copercana, com a venda de etanol a R$ 1,90, demonstrou o potencial de redução de preços com a retirada de subsídios e impostos. O setor sucroenergético se mostra resiliente e capaz de vislumbrar um futuro promissor, impulsionado pelo RenovaBio e pela inovação tecnológica.



