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Almanaque CBN reprisa melhores momentos do ano

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Em mais uma edição da retrospectiva, revisitamos temas cruciais debatidos em 2015, que continuaram a impactar o ano seguinte. Analisaremos o andamento do plano de mobilidade urbana de Ribeirão Preto, a persistente questão habitacional, e a recorrência dos casos de Dengue e as novas confirmações de Zika Vírus.

Alerta sobre Microcefalia e a Relação com o Zika Vírus

Em novembro, o Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre casos de microcefalia. Especialistas como a pediatra Rita Marcia Pinnelli, o epidemiologista Daniel Araújo e a chefe de vigilância em saúde de Ribeirão Preto, Maria Luisa Santa Maria, discutiram a confirmação da relação entre o Zika Vírus e o aumento de bebês com microcefalia. A microcefalia, conforme explicou Rita Pinnelli, implica em um desenvolvimento cerebral ou craniano abaixo do normal para a idade, podendo acarretar desde ausência de sequelas até graves retardos no desenvolvimento neuropsicomotor.

Daniel Araújo alertou para a possível associação do Zika Vírus com a Síndrome de Guillain-Barré, uma paralisia aguda que pode ser grave. O descontrole no combate ao mosquito Aedes aegypti colocava diversas cidades brasileiras em risco de epidemia de Dengue, Chikungunya e Zika. Maria Luisa Santa Maria enfatizou a importância da conscientização e da atuação de lideranças comunitárias na eliminação de criadouros, visto que a maioria dos focos era encontrada dentro das residências.

Gestantes, especialmente no primeiro trimestre, foram orientadas a procurar atendimento médico em caso de sintomas leves como febre baixa, exantema e conjuntivite, característicos do Zika Vírus.

Crise na Saúde e a Busca por Soluções

A situação financeira de hospitais como Santa Lídia, Beneficência Portuguesa e Santa Casa foi tema de debate, com a participação do interventor da Santa Casa de Serrana, Guilherme Montanari, e do professor da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, José Sebastião dos Santos. Foi levantada a discussão de que a crise poderia ser uma oportunidade para corrigir desajustes administrativos e evitar desperdícios. Guilherme Montanari defendeu a criação de uma estrutura de saúde regionalizada, unindo cidades para otimizar serviços especializados.

Lisses Estrogoff, do sindicato dos médicos, propôs que o município assumisse a gestão dos recursos destinados à saúde, em vez de repassar verbas ao setor privado. José Sebastião dos Santos denunciou a influência política no sistema de saúde, com indicações e interferências que comprometiam a eficiência.

Mobilidade Urbana e Planejamento em Debate

O plano nacional de mobilidade urbana, que exige que municípios com mais de 20 mil habitantes criem seus próprios planos, enfrentava impasses em Ribeirão Preto. O advogado especialista em trânsito, Ademar Padrão, apontou a falta de discussão com a sociedade civil como um problema. Cantídio Maganini, do Comur e Ferp, defendeu a priorização do transporte público sem prejudicar o comércio central, sugerindo a inclusão de outros modais como o trem.

Fernanda Antunes, da Transerp, esclareceu que o transporte de massa não estava descartado, mas dependia de um volume suficiente de passageiros para ser viável. Ademar Padrão criticou a aplicação de conceitos ultrapassados e a falta de democracia direta nas decisões sobre mobilidade. A sugestão de desmembramento da obra de duplicação da Avenida Antônio Mugnato Marincek, feita por Ademar Padrão, foi posteriormente adotada pela prefeitura.

A revisão do plano diretor, rejeitada pela Câmara, também foi apontada como um obstáculo ao desenvolvimento planejado da cidade.

Problemas Habitacionais e a Busca por Soluções

Invasões de terras, como a ocorrida na área destinada ao parque Rubem Cione, evidenciaram o déficit habitacional em Ribeirão Preto. O secretário da Casa Civil, Laílson Quese Jr., o sociólogo Pitágoras Daronqui e a arquiteta Rose Borges discutiram o problema. Laílson Quese Jr. mencionou o programa Minha Casa Minha Vida, mas ressaltou que a venda ilegal de imóveis por famílias já beneficiadas prejudicava a redução de favelas.

Rose Borges sugeriu a criação de uma secretaria de habitação para auxiliar a Cohab. Pitágoras Daronqui criticou a falta de um plano diretor atualizado, que dificultava a gestão do solo e a aplicação de instrumentos urbanísticos. A prefeitura informou que 386 apartamentos foram sorteados pela Cohab em 2015, mas o déficit habitacional era de 30 mil.

Diante dos desafios apresentados, a cidade precisava se preparar para enfrentar os reflexos da crise econômica e do desemprego na questão habitacional.

Ao longo do ano, diversos desafios foram enfrentados, e as discussões levantadas servem como base para a busca por soluções e melhorias para a cidade.

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