CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Almanaque CBN traz detalhes sobre o novo tratamento contra o câncer

Ouça o programa que foi ao ar neste sábado (19), às 10h, em 90,5 FM e pelo site
tratamento contra câncer
Ouça o programa que foi ao ar neste sábado (19), às 10h, em 90,5 FM e pelo site

Ouça o programa que foi ao ar neste sábado (19), às 10h, em 90,5 FM e pelo site

A CBN Ribeirão Preto entrevistou o médico Renato Cunha, coordenador da Unidade de Transplante de Medula Óssea e Terapia Celular do Hospital das Clínicas da USP de Ribeirão Preto, sobre um caso de sucesso de terapia celular pioneira no tratamento de um linfoma em fase terminal em um homem de 64 anos.

Terapia Celular: Uma Nova Esperança?

O tratamento, 100% brasileiro e desenvolvido por pesquisadores da USP-Fapesp, mostrou resultados surpreendentes, levando à regressão do câncer e à alta hospitalar do paciente. Embora promissor, é crucial esclarecer que, no momento, essa terapia celular se concentra em linfomas e leucemias, e não em todos os tipos de câncer.

Desafios e Complexidades do Tratamento

O Dr. Cunha explicou a complexidade do tratamento, destacando a necessidade de abordagens específicas para cada tipo de tumor, em contraste com tratamentos genéricos como a quimioterapia, que causam efeitos colaterais significativos. O desenvolvimento da medicina caminha para a personalização, utilizando novas técnicas de sequenciamento genético para tratamentos mais eficazes e com menos efeitos colaterais. A ampliação da terapia celular para outros tipos de tumores requer mais pesquisas e testes para garantir a segurança dos pacientes.

Disponibilidade e Futuro da Terapia Celular no Brasil

O médico abordou os desafios para disponibilizar esse tratamento em larga escala no Brasil. A produção requer investimentos em infraestrutura (salas limpas), pessoal altamente especializado e aumento do número de leitos hospitalares. A questão do custo também é relevante, embora o tratamento brasileiro seja significativamente mais barato do que em outros países (EUA, Japão), ainda representa um alto investimento para o SUS. Apesar dos desafios, há uma expectativa positiva para a incorporação da terapia celular no sistema público de saúde em um prazo de dois a três anos, com a Anvisa mostrando boa vontade em colaborar e o Ministério da Saúde demonstrando interesse no projeto. O acompanhamento dos pacientes após o tratamento é crucial, com monitoramento por pelo menos 15 anos, criando um forte vínculo médico-paciente.

A entrevista finaliza com uma mensagem otimista sobre a capacidade brasileira de realizar pesquisas de ponta e a esperança de que essa terapia celular, desenvolvida no Brasil, possa beneficiar um grande número de pacientes em breve.

Compartilhe

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.