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Almanaque CBN traz informações sobre a hipertensão

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O cardiologista e professor Evandro Cesarino, Almanaque CBN traz informações sobre a hipertensão, da Universidade de São Paulo (USP), participou do programa Almanac CBN em Ribeirão Preto para discutir a hipertensão arterial, uma condição caracterizada pelo aumento persistente da pressão sanguínea nos vasos. Essa doença pode afetar órgãos vitais como o coração, cérebro, rins e retina.

Definição e diagnóstico da hipertensão: Segundo o especialista, a hipertensão é uma síndrome que vai além de um único valor isolado de pressão arterial. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define hipertensão quando a pressão sistólica está acima de 140 mmHg e/ou a diastólica acima de 90 mmHg, em duas ou mais medições realizadas em condições basais, ou seja, com o paciente calmo e em repouso. Valores que variam entre 120/80 mmHg e 140/90 mmHg são classificados como pré-hipertensão, indicando maior risco de desenvolver a doença.

Impactos e sintomas da hipertensão: A hipertensão pode causar danos a diversos órgãos, levando a eventos graves como acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio, insuficiência renal e alterações na retina, que podem ser detectadas por exame oftalmológico. A doença é conhecida como “assassina silenciosa” por muitas vezes não apresentar sintomas claros, o que dificulta o diagnóstico precoce. Sintomas como dor de cabeça, dor no peito e falta de ar podem ser sinais de alerta, mas nem sempre estão presentes, mesmo em casos de pressão arterial muito elevada.

Tratamento e desafios na adesão: O controle da hipertensão representa um desafio, pois envolve o uso contínuo de medicamentos, muitas vezes em combinação, além de mudanças no estilo de vida. A adesão ao tratamento é dificultada pela ausência de sintomas evidentes, efeitos colaterais dos remédios, custo dos medicamentos e pela relação entre médico e paciente. Durante o Congresso Brasileiro de Hipertensão, realizado em Ribeirão Preto, foram discutidas estratégias para melhorar a adesão, incluindo campanhas de conscientização semelhantes às realizadas para o tabagismo.

Novidades e políticas públicas para o controle da hipertensão

Entre as novidades apresentadas no congresso, destaca-se a desnervação renal, um procedimento cirúrgico experimental indicado para casos de hipertensão resistente, que pode auxiliar no controle da pressão arterial. Também foram discutidas restrições ao uso combinado de certos medicamentos, como inibidores da enzima conversora de angiotensina e bloqueadores do receptor de angiotensina II, devido ao aumento da mortalidade observado em estudos recentes.

O programa Farmácia Popular, que oferece medicamentos a preços reduzidos, é considerado importante para ampliar o acesso ao tratamento, embora haja críticas da indústria farmacêutica e limitações quanto ao número de medicamentos disponíveis.

Informações adicionais

Os medicamentos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento da hipertensão incluem diuréticos, beta-bloqueadores, antagonistas de cálcio, inibidores da enzima conversora de angiotensina, bloqueadores do receptor de angiotensina II e simpatolíticos de ação central. A escolha e combinação dos medicamentos devem levar em consideração as características individuais do paciente, como a presença de diabetes ou doença renal crônica.

Estudos em andamento, como o PREVER, avaliam o impacto do tratamento em pacientes com pré-hipertensão para prevenção da doença e redução da mortalidade cardiovascular.

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