Preço do azeite pulou de R$ 12,90 em 2015 para R$ 20 em 2016, enquanto quilo da amêndoa foi de R$ 28 para R$ 58
A instabilidade política e econômica do país gerou uma alta significativa no preço do dólar, impactando diretamente o custo de produtos importados.
Impacto nos preços de alimentos importados
O aumento foi considerável em itens como azeite (de R$ 12,90 para R$ 20,00), amêndoas (de R$ 28,00 para R$ 58,00 o quilo), nozes (de R$ 60,00 para R$ 24,00 e de R$ 15,00 para R$ 24,00, respectivamente) e tâmaras (de R$ 18,00 para R$ 25,00 o quilo). Em Ribeirão Preto, o bacalhau do Porto, por exemplo, teve seu preço elevado de R$ 45,00 para R$ 59,00.
Reação do mercado e consumidores
A comerciante Jacqueline Alves Ariane dos Reis relata que o aumento assustou os consumidores inicialmente, mas que aos poucos eles estão retornando às compras. O economista José Rita Moreira afirma que a expectativa é positiva, dependendo do cenário político. Ele acredita que a menor interferência governamental contribuirá para o autoajuste da economia e uma estabilização do dólar, embora não preveja uma queda imediata.
Perspectivas e recomendações
Moreira destaca que a redução de preços de alimentos costuma ser mais lenta que o aumento. Ele aconselha os consumidores a serem criteriosos, buscando produtos com preços mais acessíveis e pressionando os comerciantes a ajustar suas margens. O economista lembra que a demanda é o principal fator que influencia a alteração de preços, tornando o consumidor um agente chave na regulação do mercado.



