O preço dos fertilizantes disparou no início de 2026, impulsionado por uma combinação de alta nos custos do gás natural, fretes mais caros, oferta internacional restrita e fatores geopolíticos. A ureia, principal insumo nitrogenado usado em culturas como milho e soja, voltou a patamares registrados entre 2023 e 2024, pressionando diretamente o custo de produção no campo.
Segundo a análise da coluna, o frio intenso nos Estados Unidos aumentou a demanda por gás natural para aquecimento, encarecendo a produção de fertilizantes. Além disso, sanções da União Europeia à Rússia redirecionaram fluxos comerciais e reduziram a oferta disponível para o Brasil. No curto prazo, produtores já sentem o impacto; para o consumidor, os reflexos podem aparecer em cerca de cinco a seis meses.
A expectativa é de manutenção dos preços elevados no primeiro semestre, com possível alívio apenas na segunda metade do ano. A coluna também destaca os limites para substituição da ureia e os desafios estruturais do Brasil na produção de insumos. Quer entender como esse cenário pode afetar o agronegócio e o seu bolso? Ouça o áudio completo do CBN Agronegócio.