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Alta nas internações é reflexo das festas de fim de ano, diz infectologista

Médico da USP, Fernando Belíssimo, afirma que cenário atual é preocupante e criticou realização de festas clandestinas
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Médico da USP, Fernando Belíssimo, afirma que cenário atual é preocupante e criticou realização de festas clandestinas

Médico da USP, Fernando Belíssimo, afirma que cenário atual é preocupante e criticou realização de festas clandestinas

O infectologista do Hospital das Clínicas, Fernando Belíssimo, concedeu entrevista à CBN sobre o pedido do Instituto Butantan à Anvisa para uso emergencial da Coronavac. A notícia chega em um momento de aumento na ocupação de leitos de UTI e de casos confirmados de Covid-19 em São Paulo, refletindo, segundo o especialista, o relaxamento das medidas de segurança durante as festas de fim de ano.

Aumento de Internações e a Necessidade da Vacina

O Dr. Belíssimo destaca que o aumento das internações era previsto, devido às aglomerações registradas durante as festas de fim de ano. Ele menciona a alta taxa de ocupação de leitos de UTI em cidades como Ribeirão Preto e Franca, acima de 90% em alguns casos. A situação, além de preocupante em si, também afeta a motivação dos profissionais de saúde, que se sentem desestimulados ao ver a população desrespeitando as medidas de segurança.

A Importância dos Protocolos Mesmo com a Vacinação

Apesar da expectativa pela vacinação, o infectologista reforça a necessidade de manter os protocolos de segurança, como o uso de máscaras e o distanciamento social. A vacinação, embora positiva, terá um impacto gradual, começando pelos grupos mais vulneráveis e exigindo duas doses para ser totalmente eficaz. Resultados consistentes de redução de internações e óbitos só devem ser observados a partir de março ou abril de 2021.

A Prioridade do Retorno às Aulas

O Dr. Belíssimo defende a reabertura das escolas, discordando do fechamento de estabelecimentos enquanto bares e eventos permanecem abertos. Ele cita estudos que demonstram o impacto negativo do fechamento de escolas na vida das crianças, incluindo o aumento de casos de abandono, violência doméstica e exploração infantil. A baixa gravidade da doença em crianças e a menor taxa de transmissão por elas são argumentos usados para justificar a prioridade da reabertura escolar.

Em resumo, a entrevista destaca a preocupação com o aumento de casos de Covid-19 e a importância da vacinação, mas enfatiza a necessidade de manter as medidas de segurança até que a vacina tenha um impacto significativo na redução de casos. A prioridade dada à reabertura das escolas, considerando os prejuízos causados pelo seu fechamento, também é um ponto crucial da discussão.

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