Nelson Rocha Augusto explica o motivo disso ocorrer e quais os reflexos para o Brasil no ‘CBN Economia’ desta quinta-feira (12)
As bolsas de valores ao redor do mundo estão em queda livre, com impactos significativos na Europa e nos Estados Unidos. A Nasdaq e o índice de preços ao consumidor (CPI) americano caíram, assim como as bolsas na Alemanha. Este cenário preocupante é resultado de uma combinação de fatores econômicos.
Cenário Econômico Global Desfavorável
O cenário econômico mundial apresenta grandes desafios e incertezas. Além da guerra e da persistência da pandemia, a alta nos preços das commodities gerou um processo inflacionário intenso, levando ao aumento das taxas de juros. Há uma tendência global de regionalização da produção de bens essenciais, em busca de maior segurança e menor dependência externa, o que impacta nos custos e dificulta o crescimento econômico.
Impacto nas Empresas e Famílias
Essa situação afeta diretamente as empresas, refletindo em quedas significativas nas bolsas de valores. A bolsa de tecnologia Nasdaq nos EUA já caiu 27% este ano, e a bolsa alemã, 14,5%. A dificuldade das empresas em manter lucros, devido ao aumento dos custos de matérias-primas e à retração do mercado, impacta o patrimônio das famílias, principalmente nos EUA, onde ações e imóveis são investimentos comuns. A diminuição do patrimônio familiar reduz o consumo, criando um ciclo vicioso de perdas.
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Brasil: Oportunidades e Desafios
Para o Brasil, o cenário apresenta oportunidades e dificuldades. A alta dos preços das commodities beneficia o país como grande produtor e exportador. No entanto, como nação emergente e com carência de capital, o Brasil enfrenta desafios para financiar infraestrutura e crescimento. A inflação, já alta no país, é agravada pela situação internacional e pelas políticas fiscais, criando um ciclo vicioso de aumento de juros e endividamento. Apesar da expectativa de queda na inflação até o final do ano, a meta ainda será superada, indicando um cenário econômico complexo.
A incerteza política, especialmente durante o período eleitoral, também contribui para a instabilidade econômica. Após as eleições, espera-se uma redução do risco político e, consequentemente, um cenário mais favorável. A situação exige soluções eficazes para combater a inflação e garantir o crescimento econômico sustentável do país.