Crescimento na demanda foi de cerca de 30% desde o início do ano; o aumento nos preços chega a uma média de 16% nas lojas
Com o aumento de casos de dengue, os preços de repelentes dispararam. Em Ribeirão Preto, a falta de produto em alguns estabelecimentos e o aumento da demanda em cerca de 30% desde o início do ano contribuíram para a alta. Segundo um farmacêutico, o aumento nos preços pode chegar a 30%, devido à dificuldade de reposição do produto.
Preços abusivos
Uma pesquisa do Procon-SP comparou os preços de repelentes em dezembro de 2022 e fevereiro de 2023, constatando uma alta média de 16%, com alguns produtos apresentando aumento superior a 80%. A coordenadora do núcleo regional do Procon-SP reforça a importância da pesquisa de preços entre os estabelecimentos, devido à grande variação encontrada. A alta nos preços dos repelentes ficou acima da inflação do período.
Recomendações e direitos do consumidor
O Procon recomenda que os consumidores pesquisem preços antes de comprar repelentes, garantindo economia. Os preços variam de R$19,99 a quase R$70,00, dependendo do tamanho, marca, indicação e composição do produto. Se o consumidor achar o preço abusivo, deve procurar o Procon para que o estabelecimento comprove que o aumento não foi desproporcional. Caso contrário, o estabelecimento pode sofrer multa. Se o consumidor já tiver comprado o produto com preço abusivo, pode procurar a justiça para reaver o valor pago em excesso.
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Em resumo, a alta demanda por repelentes devido à epidemia de dengue resultou em aumento significativo de preços, com variações consideráveis entre os estabelecimentos. A pesquisa de preços e o conhecimento dos direitos do consumidor são fundamentais para evitar gastos excessivos.



