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Alta nos custos ameaça o funcionamento dos hemocentros do estado

Unidade de Ribeirão deve fechar o ano com déficit orçamentário de R$ 9 milhões; diretor analisa os impactos financeiros
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Unidade de Ribeirão deve fechar o ano com déficit orçamentário de R$ 9 milhões; diretor analisa os impactos financeiros

Unidade de Ribeirão deve fechar o ano com déficit orçamentário de R$ 9 milhões; diretor analisa os impactos financeiros

A falta de recursos financeiros ameaça a operação dos hemocentros paulistas em 2024. A crise financeira, agravada pela pandemia, pela falta de reajuste nas verbas do Estado há mais de 10 anos e pela alta do dólar, gerou um déficit orçamentário que pode chegar a quase 9 milhões de reais apenas no hemocentro de Ribeirão Preto.

Impacto na Saúde Pública

Essa situação crítica compromete a saúde de milhares de pessoas em um terço dos municípios paulistas, uma vez que o hemocentro de Ribeirão Preto é responsável por garantir o fornecimento de sangue para transfusões. Atualmente, o custo para processar cada bolsa de sangue ultrapassa R$500,00, enquanto o repasse do SUS é de apenas R$132,00. A disparidade entre custo e repasse, somada à redução de doações, coloca em risco o atendimento de pacientes que dependem de transfusões regulares.

Medidas de Contingenciamento e Redução de Serviços

Para enfrentar a crise, o hemocentro de Ribeirão Preto adotou medidas como a redução da jornada de trabalho dos bancos de coleta de 40 para 30 horas, resultando em uma diminuição de 8 mil para 7 mil doações mensais. Houve também a redução de alguns serviços de laboratório, centralizando-os em Ribeirão Preto. Essas medidas, embora necessárias, impactam diretamente na disponibilidade de sangue para pacientes e na capacidade de realizar pesquisas científicas.

Projeções Futuras e Busca por Soluções

A situação financeira preocupante dos hemocentros paulistas exige uma ação imediata. A busca por recursos junto à classe política, incluindo emendas parlamentares, tem sido fundamental para garantir o funcionamento mínimo das unidades. Entretanto, a necessidade de um aumento significativo no orçamento é crucial para evitar o colapso do sistema e garantir o acesso à transfusão de sangue para a população. A situação afeta não apenas o hemocentro de Ribeirão Preto, mas toda uma rede de unidades em cidades como Franca, Olímpia, Araçatuba, Fernandópolis e Presidente Prudente, que dependem da centralização de recursos e gestão para sua manutenção.

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