Sobre o impacto destas alterações no quadro de funcionários dentro das corporações, ouça a análise de Dimas Facioli
A rotatividade de funcionários, ou turnover, é um problema crescente que afeta empresas em todo o mundo, inclusive no Brasil, que registra o maior índice global, com aumento de 56%, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). Este problema impacta diversas áreas da organização, desde a gestão até as finanças.
Custos do Turnover
Os custos da rotatividade vão além das rescisões contratuais. O processo de recrutamento e seleção, desde a divulgação de vagas até as entrevistas, envolve gastos significativos. A constante necessidade de substituir funcionários gera perda de produtividade e prejudica a imagem da empresa, tornando-a menos atrativa para novos talentos. A pressa em repor vagas pode levar à contratação de profissionais sem a qualificação necessária, impactando a qualidade do trabalho e a satisfação do cliente.
Causas e Responsabilidades
A alta rotatividade não se resume à falta de qualificação dos funcionários. A responsabilidade é compartilhada entre empresa e colaborador. Se um funcionário não se adapta à empresa, isso pode indicar falhas no processo seletivo, na integração, na liderança ou na falta de um plano de carreira adequado. Salários inadequados e ambiente de trabalho ruim também são fatores determinantes. Por outro lado, a falta de motivação do funcionário e a busca por posições para as quais não está totalmente qualificado também contribuem para o problema. A ansiedade em conseguir um emprego pode levar o candidato a se candidatar a vagas inadequadas, resultando em frustração para ambas as partes.
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Soluções e Prevenção
Para reduzir a rotatividade, as empresas precisam investir em processos seletivos mais eficazes, integração adequada dos novos funcionários, liderança eficaz, planos de carreira atrativos e salários competitivos. É fundamental criar um ambiente de trabalho positivo e motivador. Os candidatos, por sua vez, devem avaliar cuidadosamente as oportunidades de emprego, buscando posições que se alinhem às suas qualificações e aspirações, evitando a frustração de assumir um cargo para o qual não estão preparados. A busca por um equilíbrio entre as necessidades da empresa e as expectativas do funcionário é crucial para a redução do turnover e a construção de um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.