Professor e pesquisador da Unesp, Daniel Andrade, explica o que os citricultores devem fazer para evitar prejuízos com a praga
Nesta quinta-feira, o programa Giro do Agro, oferecimento Copercana, trouxe informações relevantes sobre a previsão do tempo e seus impactos na citricultura brasileira. De acordo com o professor e pesquisador da Unesp em Jaboticabal, Daniel Andrade, as altas temperaturas e umidade relativa do ar, previstas até junho, criam um ambiente favorável ao ácaro da falsa ferrugem, praga que afeta plantações de citros.
A ameaça do ácaro da falsa ferrugem
O ácaro da falsa ferrugem prospera em condições climáticas quentes e úmidas, o que preocupa os citricultores. A alta incidência da praga está diretamente ligada a essas condições que favorecem seu ciclo biológico, podendo causar perdas significativas na produção.
Medidas de combate e prevenção
Para minimizar os danos causados pelo ácaro, Daniel Andrade destaca três pontos cruciais: monitoramento constante da praga para manter suas populações em níveis baixos; utilização de inseticidas de qualidade, sejam químicos ou biológicos; e tecnologia de aplicação eficiente. O pesquisador enfatiza a importância da qualidade dos produtos e da aplicação correta para o sucesso no manejo da praga.
Impacto na produção e no consumidor
A redução na produção de citros, causada por pragas como o ácaro da falsa ferrugem, impacta diretamente o preço final dos produtos para o consumidor. Laranjas, limões e tangerinas podem ficar mais caros caso a oferta diminua. A adoção das medidas preventivas e de combate à praga é fundamental para garantir a estabilidade da produção e evitar aumentos de preços no mercado.