Ouça a coluna ‘CBN Saúde’, com Fernando Nobre
Alterações nos níveis de colesterol no sangue estão diretamente ligadas à ocorrência de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e infarto do miocárdio. Existem dois tipos principais de colesterol com relação direta a esses eventos.
O LDL: O Colesterol ‘Ruim’
O LDL (lipoproteína de baixa densidade) é a matéria-prima para a formação das placas de aterosclerose, que, com o tempo, obstruem as artérias, impedindo a circulação sanguínea adequada. Por isso, o LDL deve ser mantido em níveis apropriados, conforme demonstrado por estudos que avaliaram os benefícios de valores adequados. Ele é popularmente conhecido como colesterol ‘ruim’ devido a essas ações.
O HDL: O Colesterol ‘Bom’
O HDL (lipoproteína de alta densidade), por outro lado, está indiretamente relacionado com o infarto e o AVC. Quanto maior o nível de HDL, menor a chance de ocorrência dessas doenças. O HDL pode ser considerado um ‘detergente’ das artérias, ajudando a remover o colesterol ‘ruim’ e, consequentemente, diminuindo o risco de aterosclerose e das doenças relacionadas.
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A Importância do Conhecimento e Controle
Níveis mais baixos de LDL e mais elevados de HDL são desejáveis. Estudos já demonstraram que uma redução de 30% no LDL pode resultar em uma diminuição de cerca de 33% na ocorrência de infartos e AVCs, e uma redução de 20% em todas as causas de morte. É crucial que a população esteja ciente da necessidade de conhecer seus níveis de colesterol, tanto o total quanto o LDL e o HDL.
Identificar e controlar os fatores de risco para doenças cardíacas e circulatórias, como tabagismo, obesidade, hipertensão, inatividade física, estresse emocional e o próprio colesterol, é fundamental para reduzir as mortes anuais decorrentes dessas doenças. Ações e atitudes preventivas, juntamente com a orientação médica adequada, são essenciais.



