Ouça a coluna ‘CBN Saúde’, com Fernando Nobre
As alterações emocionais podem desencadear mudanças significativas no corpo humano, especialmente em relação aos hormônios. A ansiedade, o estresse e quadros depressivos podem levar ao aumento da adrenalina e do cortisol, hormônios relacionados ao estresse. Um estudo abrangente, realizado em mais de 50 países, incluindo o Brasil, revelou uma correlação entre os níveis de estresse e a incidência de infarto do coração.
O Impacto do Estresse na Saúde Cardiovascular
O estudo dividiu os participantes em três grupos: aqueles que raramente enfrentavam estresse, os que não relatavam estresse e os que vivenciavam estresse contínuo. Os resultados mostraram que os níveis de infarto aumentavam progressivamente nessa ordem, evidenciando a relação entre o estresse emocional e as doenças cardíacas. Portanto, é crucial reconhecer o estresse como um fator de risco que eleva a probabilidade de desenvolver problemas cardíacos.
Religiosidade, Espiritualidade e Doenças Cardiovasculares
Uma questão que intriga pesquisadores em todo o mundo é se a religiosidade ou a espiritualidade podem proteger contra doenças cardiovasculares, como infarto, derrame e mortalidade relacionada. Mais de 300 estudos científicos abordaram esse tema, alguns demonstrando benefícios de intervenções como a “prece intercessora”. No entanto, um conjunto de estudos que avaliou essas intervenções não conseguiu comprovar um efeito benéfico sobre os que receberam as preces.
O Poder da Prece à Distância
Um estudo notável, publicado em uma das revistas médicas mais prestigiadas do mundo, submeteu pessoas a preces sem que elas soubessem, enquanto outras não receberam qualquer intervenção. Nem médicos nem pacientes sabiam quem estava recebendo as preces. Os resultados indicaram que as preces feitas à distância estavam associadas a menores ocorrências de complicações em pacientes submetidos a tratamento de doenças do coração. Esses resultados sugerem que as orações podem ser uma atitude coadjuvante eficaz para melhorar os resultados dos tratamentos convencionais.
Outra publicação que reuniu vários trabalhos semelhantes testou a hipótese da eficácia da cura à distância por meio de preces, pensamento positivo, toque ou ação espiritual. Embora esses estudos apresentem limitações para conclusões definitivas, aproximadamente 57% deles demonstraram uma ação positiva. Além disso, uma investigação revelou benefícios de preces judaicas ou cristãs em pacientes internados em UTIs, melhorando a ocorrência de problemas como infecções no sangue.
A pesquisa nessa área é complexa e desafiadora, mas oferece uma oportunidade para amenizar o sofrimento e melhorar a evolução de doenças graves. Um estudioso americano sugere uma sequência de avaliações que pode representar um futuro promissor, com a necessidade de confirmação dos benefícios e sua posterior aplicabilidade. Esses modelos podem influenciar o tratamento das doenças do coração e outras, tanto na prevenção quanto no tratamento.
Até que a pesquisa e o conhecimento nos forneçam respostas definitivas, aqueles que creem podem direcionar suas preces para que os pesquisadores encontrem soluções que beneficiem os pacientes que sofrem de doenças do coração em todo o mundo.


