Após três mortes causadas por problemas nas vias da cidade, políticos se reúnem em busca de soluções
Vereadores de Ribeirão Preto pressionaram o governo municipal por ações efetivas após três mortes em decorrência de buracos na cidade.
Pressão por força-tarefa e remanejamento de recursos
Reunidos com o secretário da Casa Civil, Nicanor Lopes, os parlamentares cobraram soluções imediatas. Betius Kandiusi (PSDB) defendeu uma força-tarefa envolvendo secretarias como a de ERP e Infraestrutura, para um mutirão de tapa-buracos. Já Glaucia Berenice (partido do prefeito), mencionou os 14 milhões de reais em verba estadual, que podem demorar a chegar, pedindo remanejamento de recursos municipais para ações emergenciais.
Críticas à gestão e pedido de demissão
A insatisfação com o secretário de Obras e Infraestrutura, Pedro Luiz Pegoraro, foi unânime entre os vereadores. Isaac Antunes (PR) afirmou que o problema não se resume à verba, e que a falta de criatividade na gestão pública contribui para a situação. O presidente do legislativo, Rodrigo Simões (PDT), também expressou sua revolta com a condução da infraestrutura na cidade. A permanência de Pegoraro na secretaria foi considerada prerrogativa do prefeito.
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Requerimentos ignorados e sugestão de estado de calamidade
Os vereadores reclamaram da falta de resposta a requerimentos sobre buracos, com Lincoln Fernandes (PDT) citando um caso no Parque Ribeirão Preto, onde uma mulher morreu em um local com problemas relatados em requerimento de maio. Ele sugeriu a decretação de estado de calamidade pública para agilizar o acesso a recursos, uma vez que a burocracia atrasa o processo de liberação de emendas. O secretário Nicanor Lopes não concedeu entrevista, mas a prefeitura, em nota, informou que os reparos são feitos dentro das condições financeiras atuais, buscando recursos para um recapeamento completo.
A situação em Ribeirão Preto demonstra a urgência de ações integradas para solucionar o problema dos buracos, garantindo a segurança dos cidadãos e evitando novas tragédias. A pressão dos vereadores e a busca por soluções emergenciais e de longo prazo são cruciais para a resolução dessa questão.



