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Aluna acusada de agredir professora em Sertãozinho terá que prestar serviços comunitários

Educadora entrou com processo após levar socos e chutes da estudante de 13 anos em outubro de 2017
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Educadora entrou com processo após levar socos e chutes da estudante de 13 anos em outubro de 2017

Educadora entrou com processo após levar socos e chutes da estudante de 13 anos em outubro de 2017

Em outubro de 2022, em Sertãozinho, uma estudante de 13 anos agrediu fisicamente sua professora na Escola Estadual Edite da Silveira da Almaso. A discussão começou após a professora pedir que a aluna retirasse os fones de ouvido durante a aula.

Agressão e Consequências

A aluna, revoltada, partiu para cima da professora com chutes e socos. A professora, que ficou afastada por dois meses devido ao trauma sofrido, precisou de tratamento psiquiátrico e medicamentos para dormir. A estudante, por sua vez, foi expulsa da escola e processada.

A Decisão Judicial e seus Impactos

O juiz Hélio Benedini Ravanini decidiu que a estudante deveria cumprir seis meses de serviços comunitários e ficar em liberdade assistida, sob acompanhamento de especialistas. A professora, aliviada com a decisão, destacou a importância do caso como um precedente para outros professores que sofrem agressões. A defesa da estudante alegou problemas psiquiátricos e afirmou que a pena contribuiria para sua reabilitação.

Reflexões sobre Violência Escolar

O advogado Luiz Gustavo Pena enfatizou que o objetivo não era apenas punir a estudante, mas tratá-la para evitar novas ocorrências. O educador José Eduardo de Oliveira acredita que o caso pode ser um marco no debate sobre a violência nas escolas, ressaltando a necessidade de reconhecimento e enfrentamento desse problema, que reflete a violência da sociedade como um todo. A estudante foi transferida para outra escola em Sertãozinho, e sua família informou que não irá recorrer da decisão judicial.

O caso demonstra a complexidade da violência escolar, exigindo uma abordagem que contemple tanto a punição quanto a reabilitação dos envolvidos, além de um esforço coletivo para criar um ambiente escolar mais seguro e respeitoso.

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