Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Reger Sena
Um caso chocante de bullying e uso de drogas em uma escola estadual de Batatais, no interior de São Paulo, está sendo investigado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil. Um menino de 11 anos teria sido forçado por dois colegas a consumir cocaína dentro da sala de aula, segundo relato da família.
O Incidente e o Relato do Pai
De acordo com Luciano José da Silva, pai da vítima, o incidente ocorreu na última segunda-feira, na Escola Estadual Silvio de Almeida. Ele afirma que dois colegas do filho, de 11 e 12 anos, colocaram a droga em um pedaço de papel e o obrigaram a aspirar, sob ameaça de agressão física caso se recusasse. O menino passou mal após o ocorrido.
Ainda segundo o pai, essa não teria sido a primeira vez que o filho sofreu agressões por parte dos mesmos colegas. Preocupado com a segurança do filho, ele e a esposa estão revezando para levá-lo e buscá-lo na escola, temendo novas agressões.
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Ações Legais e Consequências
Os dois alunos envolvidos foram levados à delegacia. O mais novo, de 11 anos, é considerado criança perante a lei. O outro, de 12 anos, pode ser responsabilizado de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mas foi liberado por falta do resultado dos exames toxicológicos. Um laudo do Instituto de Criminalística de Ribeirão Preto confirmou que a substância era cocaína.
O delegado Sebastião Osvaldo Masarão Filho informou que o adolescente de 12 anos já teria cometido outros atos infracionais, incluindo ameaças ao colega e suspeita de participação em um furto. O promotor de justiça Eduardo Pereira de Souza Gomes solicitou a internação provisória do adolescente na Fundação Casa.
Apoio à Vítima e Medidas da Escola
O promotor também solicitou acompanhamento do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) para a criança que foi forçada a usar a droga. Será elaborado um relatório multidisciplinar para avaliar os reflexos do incidente e definir as medidas de apoio necessárias, incluindo a possibilidade de transferência escolar.
A direção de ensino de Ribeirão Preto informou que a escola já tomou providências, suspendendo os dois alunos envolvidos e encaminhando o caso ao Ministério Público. Os pais dos alunos foram convocados para uma reunião.
O caso levanta sérias questões sobre bullying, segurança nas escolas e a vulnerabilidade de crianças e adolescentes ao uso de drogas. As autoridades e a comunidade escolar estão mobilizadas para garantir a segurança da vítima e responsabilizar os autores.



