Três unidades de ensino já foram ocupadas na cidade em protesto ao remanejamento escolas em SP
Alunos que ocupam a Escola Estadual Professor Bruno Pioroni, em Sertãozinho, há seis dias, reuniram cerca de 5 mil assinaturas em um abaixo-assinado contra o fechamento da unidade de ensino no Jardim Sumaré. A escola é a única na região de Ribeirão Preto que será fechada de acordo com a reorganização educacional anunciada pelo governo estadual.
Ocupações em Expansão
Além da Bruno Pioroni, a Escola Ferúcio Quioate também está ocupada pelos estudantes desde a semana passada. E, segundo informações recentes, a Escola Professora Nícia Fabíola Anutos Giraldi também foi ocupada, demonstrando um movimento crescente de resistência à medida.
Decisão Judicial e Diálogo Pendente
Na última quinta-feira, a Justiça negou um pedido de reintegração de posse das duas primeiras unidades ocupadas. A dirigente de ensino da cidade, Cácer Regina Furtado, afirmou que aguarda a entrega de documentos com as assinaturas e com as propostas dos estudantes para a desocupação da escola. A reunião para discutir as propostas, agendada para sexta-feira, não ocorreu, pois os alunos não permitiram a entrada dos representantes da Secretaria de Educação na escola.
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Destino da Escola Bruno Pioroni
De acordo com a reorganização anunciada pelo Estado, a Escola Bruno Pioroni, que já tinha parte do prédio sendo utilizada como diretoria de ensino, ficará à disposição do Centro Paula Souza ou mesmo da Prefeitura de Sertãozinho. Os estudantes serão transferidos para as escolas Professora Maria Conceição Magon e o Inston Custódio, que a partir do ano que vem serão escolas de ciclo único apenas para o ensino médio.
O movimento estudantil busca reverter a decisão de fechamento, argumentando sobre o impacto negativo para a comunidade escolar e a importância da unidade para a região.



