Escola Neusa Michelutti Marzola, na Vila Virgínia, está com falta de professores e algumas aulas devem ficar para 2020
A falta de professores na rede municipal de ensino de Ribeirão Preto tem prejudicado centenas de alunos, gerando reclamações frequentes por parte dos pais e do Conselho Municipal de Educação.
Aulas Perdidas e o Impacto nos Alunos
Alunos da escola Neusa Miquelut, na Vila Virgínia, tiveram aulas de artes, geografia e matemática suspensas por seis meses devido à falta de docentes. Um caso relatado envolve o filho de 12 anos de Edna, que ficou sem essas disciplinas até meados do ano. A situação afeta o aprendizado e gera insegurança quanto à conclusão do ano letivo.
A Resposta da Secretaria de Educação e as Dificuldades na Reposição
A Secretaria de Educação prometeu repor as aulas perdidas, mas a prática tem se mostrado difícil. A falta de salas disponíveis no contraturno impede a reposição imediata, adiando-a para 2020. Apesar da prioridade dada aos alunos do 9º ano, a reposição para as demais turmas ainda não ocorreu, mesmo após ofícios do Conselho Municipal de Educação em setembro. O presidente do Conselho, Márcio Silva, afirma que o plano de reposição ainda não foi apresentado.
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Prejuízos e a Necessidade de Soluções
Para o educador José Eduardo de Oliveira, com mais de 20 anos de experiência, a situação é inédita e demonstra falhas na gestão educacional. A falta de um calendário de reposição durante o ano letivo configura um prejuízo significativo para os alunos, que pode ser considerado irreparável. Embora a Secretaria de Educação afirme estar repondo as aulas e que turmas sem conteúdo completo até 20 de dezembro serão contempladas em um programa complementar em 2020, a situação permanece preocupante e demanda soluções efetivas. A secretaria também relatou a contratação de 234 professores concursados e temporários e a abertura de um processo seletivo para o próximo ano.



