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Alunos de universidade de Ribeirão são flagrados entoando cânticos machistas

Vídeo seria de uma confraternização entre veteranos e calouros para o começo do ano letivo; advogada Deíse Maito fala do assunto
cânticos machistas
Vídeo seria de uma confraternização entre veteranos e calouros para o começo do ano letivo; advogada Deíse Maito fala do assunto

Vídeo seria de uma confraternização entre veteranos e calouros para o começo do ano letivo; advogada Deíse Maito fala do assunto

Um áudio que circula nas redes sociais expôs possíveis gritos de guerra de estudantes de medicina de uma universidade particular de Ribeirão Preto durante a recepção de calouros. A gravação, enviada à CBN Ribeirão Preto por uma ouvinte indignada, gerou revolta e debate sobre a recorrência de práticas similares em diversas instituições do país.

Gritos de Guerra e Apologia à Violência

Os gritos, que fazem apologia a práticas sexuais abusivas, são relatados anualmente no início do ano letivo. A doutora Daisy Camargo Maito, advogada especialista em violência contra a mulher, destaca que tais atos não se configuram como brincadeiras, mas sim como crimes, incluindo discurso de ódio e incitação à violência.

A Necessidade de Conscientização e Punição

A especialista enfatiza a necessidade de conscientização por parte das universidades. As instituições devem atentar para as semanas de recepção, promovendo ações educativas e deixando claro que tais comportamentos são inaceitáveis. A doutora Maito também destaca a importância da punição, através de processos administrativos disciplinares, com direito à defesa dos envolvidos. Em casos de crimes, o Ministério Público e as polícias podem conduzir investigações e aplicar as penas cabíveis, que podem ir desde restrições de direitos até penas de prisão.

Canais de Denúncia e Prevenção

Embora as redes sociais tenham se tornado um importante canal para denúncias, a doutora Maito ressalta a importância de utilizar também os canais oficiais das universidades e do Ministério Público. A prevenção, segundo ela, deve começar desde os anos iniciais de ensino, com a inclusão de conteúdos sobre direitos humanos e respeito à diversidade, conforme preconizam leis como a Maria da Penha e a lei que trata do ensino étnico-racial. A visibilidade dada às denúncias nas redes sociais, porém, contribui para pressionar as instituições a tomarem providências.

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