Estudantes dizem ter participado de programa de bolsa estudantil há 4 anos, mas depois de formados tiveram que pagar a conta
Alunos e ex-alunos da Uniesp de Ribeirão Preto estão denunciando a instituição por quebra de contrato no programa de financiamento estudantil. A faculdade prometia arcar com os custos do FIES em troca de trabalho voluntário e boas notas, mas atrásra se nega a cumprir sua parte do acordo.
Promessas não cumpridas
Bruna Ramos de Alexandre, recém-formada em Administração de Empresas, é uma das vítimas. Em 2012, atraída pelo programa “Uniesp Paga”, ela relata que a faculdade garantiu o pagamento do financiamento mediante o cumprimento de alguns requisitos. Recebeu um certificado comprovando o acordo, mas após a formatura descobriu que a Uniesp não honraria o compromisso, tendo que recorrer à justiça para resolver a situação. Além disso, ela aponta o superfaturamento do valor do financiamento, que saltou de uma estimativa de R$ 10 mil para R$ 60 mil.
Implicações legais e abrangência do problema
O advogado Thiago Dourado, especialista em direito do consumidor, afirma que a conduta da Uniesp configura propaganda enganosa. Ele explica que a faculdade tem o dever de cumprir o contrato e reparar os danos causados aos alunos. Embora o FIES possa cobrar o aluno, a ação judicial deve ser direcionada à Uniesp pela quebra de contrato. O problema não se limita a Ribeirão Preto; alunos de outras unidades da Uniesp, presente em 10 estados brasileiros, também buscam a justiça.
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Outras polêmicas e posicionamento da Uniesp
Esta não é a primeira vez que a Uniesp se envolve em polêmicas com o programa de financiamento estudantil. Em 2012, o Procon já havia notificado a instituição por práticas semelhantes. A Uniesp não se manifestou sobre as denúncias até o fechamento desta reportagem.



