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Alunos passam mal em crise de ansiedade coletiva em duas escolas

Casos aconteceram na Bahia e interior de São Paulo; quem analisa essas crises é Daniele Zeotti na coluna 'CBN Comportamento'
crise ansiedade coletiva
Casos aconteceram na Bahia e interior de São Paulo; quem analisa essas crises é Daniele Zeotti na coluna 'CBN Comportamento'

Casos aconteceram na Bahia e interior de São Paulo; quem analisa essas crises é Daniele Zeotti na coluna ‘CBN Comportamento’

A psicóloga Dani Elzeote discute um aumento alarmante de crises de ansiedade em escolas, com dois casos recentes servindo como exemplos preocupantes. Em Recife, 30 adolescentes sofreram uma crise de ansiedade simultânea, exigindo a intervenção do SAMU com um protocolo para múltiplas vítimas, normalmente reservado para grandes tragédias. Dez dias depois, em Jarinu (SP), nove crianças se automutilaram após uma crise de ansiedade aguda.

Crise de Ansiedade Conjunta: Um Fenômeno Contagioso

A especialista explica que esse fenômeno é possível devido à forte influência do grupo de pares na adolescência. O sofrimento de um adolescente pode ser amplificado e disseminado rapidamente entre seus colegas, especialmente aqueles já em situação de vulnerabilidade psíquica. A situação se assemelha a um efeito dominó, onde o sofrimento de um desencadeia uma reação em cadeia.

Fatores Contribuintes e Sinais de Alerta

Diversos fatores contribuem para esse cenário preocupante. A pandemia e o período prolongado de isolamento social, com aulas online, prejudicaram significativamente a saúde mental dos adolescentes. Um estudo da Secretaria da Educação de São Paulo em 2021 revelou que 69% dos estudantes (443 mil) relataram sintomas de ansiedade, depressão e desejo de automutilação. A psicóloga destaca a importância da escola como um ambiente de convívio social e destaca a necessidade de medidas simples, como brincadeiras, rodas de conversa e atividades lúdicas, para melhorar o bem-estar dos alunos. Além disso, a identificação precoce é crucial. Mudanças de comportamento, como isolamento, baixo rendimento escolar, irritabilidade excessiva e uso de drogas, são sinais de alerta que exigem atenção. Problemas familiares, como conflitos conjugais ou uso de drogas pelos pais, também aumentam o risco.

Pais devem procurar ajuda profissional imediatamente ao notarem esses sinais. A psicóloga enfatiza a importância da intervenção precoce, pois quanto mais cedo a ajuda for procurada, melhor o prognóstico. A demora na busca por ajuda profissional pode agravar a situação, tornando a reversão do quadro mais difícil. A prevenção e o cuidado com a saúde mental dos adolescentes são cruciais para evitar tragédias e garantir um futuro mais saudável para essa geração.

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