Problema no bairro Vila Albertina persiste há mais de um mês; Prefeitura já sabia do entulho mesmo antes do início das aulas
Entorno Escolar Infestado por Lixo
O entorno da Escola Estadual Francisco Bonfim, no bairro Velobertina, está tomado por galhos e lixo há mais de um mês. A unidade escolar, que atende cerca de 780 alunos do primeiro ao quinto ano em dois períodos, enfrenta o problema desde a poda das árvores na calçada. A diretora, embora não tenha concedido entrevista, relatou ter acreditado que a prefeitura resolveria a situação antes do início das aulas, o que não ocorreu.
Prefeitura Sem Previsão para Limpeza
A escola abriu dois protocolos e solicitou explicações à Secretaria de Infraestrutura, que informou não haver previsão para a limpeza. O processo de licitação para contratação de uma empresa terceirizada para a remoção do lixo ainda está em andamento. A situação se agrava com a contribuição de pessoas que descartam irregularmente lixo e entulho no local.
Contrastes Municipais: Multas e Inércia
William Laureano, restaurador de móveis, e Edna Regina Medeiros, dona de casa, expressaram suas preocupações com a situação e a necessidade de colaboração da população para evitar o acúmulo de lixo. Enquanto o bairro Velobertina enfrenta a falta de limpeza, a prefeitura aplica multas em terrenos particulares com problemas semelhantes. Em menos de um mês, foram aplicadas mais de 400 multas na zona norte, variando de R$ 899 a R$ 1.500, dependendo do tamanho do terreno. Adelso de Oliveira, cabeleireiro, critica a contradição entre a atuação da prefeitura em terrenos particulares e a inércia em relação à limpeza de áreas públicas. Antônio Carlos Muniz, diretor do Departamento de Fiscalização, afirmou em entrevista à CBN que novas licitações para serviços de limpeza estão em andamento, sem, no entanto, fornecer um prazo para solução do problema.
A falta de limpeza no entorno da escola afeta a comunidade e demonstra a necessidade de ações mais eficientes por parte da prefeitura para garantir um ambiente escolar seguro e saudável. A demora na resolução do problema e a discrepância entre a atuação em áreas particulares e públicas geram questionamentos sobre as prioridades da administração municipal.



