Confira a resenha do longa, que é um musical, com o crítico de cinema Marcos de Castro na coluna ‘Cinema’
O filme Lele, do diretor francês Jacques Audiard, finalmente estreia nos cinemas brasileiros. Recordista de indicações ao Oscar e vencedor de dois Globos de Ouro (melhor filme musical/comédia e melhor filme estrangeiro), a produção chega às telas gerando grande polêmica, mas também aclamação pela sua qualidade cinematográfica.
Uma história polêmica
O longa acompanha a trajetória de um perigoso chefe de cartel mexicano que inicia sua transição para mulher trans, abandonando o crime e buscando reparar os erros do passado. A narrativa, forte e intensa, é pontuada por músicas com ritmos inusitados, que apesar de estranhos, são considerados maravilhosos pelos críticos. A polêmica em torno do filme se acentuou após sua estreia na França, onde recebeu prêmios importantes no Festival de Cannes, mas as discussões se intensificaram com o lançamento internacional.
Excelência técnica inquestionável
Apesar das controvérsias, a excelência técnica de Lele é unânime. A fotografia, a edição, a concepção de cenário e a atuação impecável do elenco são destaques. A qualidade audiovisual é tão impressionante que o filme parece um lançamento recente, mesmo tendo sido filmado há algum tempo. Para os críticos, a perfeição da edição e fotografia é quase inigualável no cinema atual.
Leia também
Vale a pena assistir?
Embora as opiniões sobre o filme sejam divergentes, a qualidade cinematográfica de Lele é indiscutível. Para aqueles que buscam uma experiência cinematográfica imersiva, com uma narrativa envolvente e técnica impecável, o filme é uma excelente opção, principalmente com os ingressos a preços acessíveis. A oportunidade de assistir a um filme tão elogiado e polêmico, com uma qualidade técnica excepcional, torna a experiência ainda mais atraente.



