Relato foi feito durante o depoimento da mulher à Polícia Civil nesta quarta (14); Larissa pediu divórcio pouco antes de morrer
Uma mulher de 26 anos, Amante de médico suspeito de matar, apontada como possível amante do médico Luiz Antonio Garnica, suspeito de envenenar e matar a professora Larissa Rodrigues, prestou novo depoimento à Polícia Civil nesta quarta-feira. Ela chegou à delegacia por volta das 10h55 acompanhada de seu advogado, e seu depoimento durou cerca de uma hora, com a presença do promotor de justiça Marcos Túlio Nicolino.
Durante o depoimento, a mulher afirmou que Garnica demonstrava preocupação com a divisão de bens em caso de divórcio com Larissa, uma das possíveis motivações do crime. O Ministério Público teve acesso a mensagens enviadas pela vítima ao marido sobre a separação do casal.
Detalhes do depoimento: O promotor Marcos Túlio Nicolino explicou que a mulher foi ouvida para apurar se a permanência do médico no apartamento da jovem na noite anterior à morte de Larissa poderia servir como álibi, desvinculando-o do crime. Segundo o promotor, a amante relatou que Garnica teria confessado preocupação com a partilha de bens no caso de divórcio, embora não tenha detalhado se isso se referia a herança ou patrimônio constituído.
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Relação entre os envolvidos: A testemunha confirmou que mantinha uma relação extraconjugal com o médico e que passou a noite de 21 de março com ele após irem ao cinema juntos. No dia seguinte, recebeu uma mensagem de Garnica informando sobre a morte de Larissa e dizendo que não sabia o que fazer. Ela afirmou não ter conhecimento sobre a morte da professora.
Posicionamento da defesa: Henrique Lima, advogado da mulher, destacou a colaboração da cliente com as investigações desde o início e pediu que o caso seja tratado com seriedade, sem julgamentos morais ou sensacionalismo. Segundo ele, a defesa deseja o esclarecimento completo dos fatos.
Situação dos investigados: Luiz Antonio Garnica está preso temporariamente desde 6 de abril, assim como sua mãe, Elizabeth Arrabassa, sogra de Larissa. Ambos respondem por homicídio qualificado na fase de inquérito policial. A prisão temporária tem prazo de 30 dias, podendo ser prorrogada. O Tribunal de Justiça de São Paulo recusou pedidos de habeas corpus.
Informações adicionais
Um laudo toxicológico apontou a presença de chumbinho no organismo de Larissa, com suspeita de envenenamento gradual. A sogra é apontada como a última pessoa a estar com a vítima antes da morte. Investigadores consideram que a motivação do crime pode estar relacionada à intenção de Larissa de se separar após descobrir o caso extraconjugal do marido.



