Promotor apura se pernoite de Garnica no apartamento dela foi usada como álibi nas investigações da morte de Larissa Rodrigues
A mulher que passou a noite com o médico Luiz Antônio Garnica no dia da morte da professora Larissa Rodrigues foi intimada a prestar um novo depoimento na delegacia de Ribeirão Preto, Amante do marido de professora envenenada, previsto para a manhã desta quarta-feira. O pedido foi feito pelo promotor Marcos Túlio Nicolino, que também deve questionar a mulher sobre a frequência com que Luiz Antônio dormia em sua casa, buscando esclarecer se ele pernoitou lá especificamente na noite anterior à morte de Larissa para tentar estabelecer um álibi.
Depoimentos e cronologia dos fatos
Luiz Antônio Garnica confirmou à polícia antes de ser preso que mantinha um relacionamento extraconjugal com a mulher. Em depoimento prestado em 11 de abril, a amante relatou que o relacionamento durou cerca de um ano e meio. Ela afirmou que no dia 21 de março, sexta-feira, eles foram ao cinema e depois ficaram juntos em sua casa. Segundo ela, Luiz Antônio saiu do local por volta das 9 horas da manhã do dia seguinte e, às 10h25, ligou para informar que Larissa estava morta.
Considerações jurídicas: O professor de direito Neal Pacheco explicou que o fato de o suspeito ter dormido fora da cena do crime não significa necessariamente inocência, pois pode ser uma tentativa de forjar álibi. No caso de envenenamento, que teria ocorrido por etapas com doses administradas em momentos diferentes, a ausência na cena do crime não exclui a possibilidade de participação, podendo haver até um comparsa.
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Investigação e prisões: As prisões de Luiz Antônio Garnica e da mãe dele, Elizabeth Arrabassa, completaram uma semana. Um laudo toxicológico confirmou a presença de chumbinho no corpo de Larissa Rodrigues, e ambos são os principais suspeitos pelo envenenamento. Uma testemunha relatou que Elizabeth teria perguntado onde comprar veneno quinze dias antes da morte. O motivo do crime ainda não foi esclarecido, mas uma das linhas de investigação considera o pedido de divórcio feito por Larissa.
Informações adicionais
Em nota conjunta divulgada na terça-feira, os advogados de Luiz Antônio e Elizabeth afirmaram que só tiveram acesso ao teor das investigações na segunda-feira e que ainda não receberam todas as informações necessárias para a defesa. A polícia afirmou que atua com transparência e respeito aos direitos de defesa, dentro dos limites legais. Elizabeth declarou ter estado no apartamento da nora na noite anterior à morte de Larissa, mas imagens de câmeras de segurança do local ainda não foram divulgadas, com suspeita de que possam ter sido apagadas. Luiz Antônio Garnica e Elizabeth Arrabassa negam envolvimento na morte de Larissa Rodrigues.



