Dezenas de árvores foram extraídas do canteiro central da Avenida Avenida Thomaz Alberto Whately; Marcelo Pereira analisa
A retirada de 32 árvores, entre nativas e exóticas, na região da Tomás Alberto Otaly, em Ribeirão Preto, gerou polêmica e questionamentos sobre o planejamento urbano da cidade. Entre as árvores removidas, havia árvores frutíferas, como pés de limão, e outras espécies como ipês.
Impacto da Remoção das Árvores
O professor Marcelo Pereira, da USP de Ribeirão Preto, destaca a ausência de um plano de arborização como fator crucial para o problema. Segundo ele, a omissão do poder público leva os moradores a plantarem árvores em espaços públicos de forma individual e sem critérios técnicos, resultando em conflitos com projetos urbanos posteriores. A falta de planejamento, segundo o professor, é a raiz do problema, e não a simples retirada das árvores.
A Necessidade de um Planejamento Urbano
A justificativa da prefeitura de plantar 300 novas árvores como compensação é considerada insuficiente pelo professor. Ele questiona a falta de clareza sobre o local do plantio, a ausência de um plano de manutenção e o caráter recorrente do problema. A solução, segundo ele, passa por um planejamento urbano mais amplo, que contemple aspectos sociais e ambientais, além dos econômicos, garantindo a integração da arborização com projetos de mobilidade urbana, como ciclovias.
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Reflexões sobre a Perda e a Cidadania
A remoção das árvores não representa apenas uma perda ambiental, mas também afeta o sentimento de pertencimento dos moradores àquela região. A falta de respeito da prefeitura com a comunidade e a ausência de diálogo são pontos criticados pelo professor. A situação demonstra a urgência de um planejamento urbano mais participativo e consciente, que considere a importância da arborização para a qualidade de vida e o bem-estar da população.



