Francisco José Musse Junior se apresentou nesta quinta (13) à Polícia; ele teria levado o atirador ao local do crime
Em meio à investigação da morte de Juan César Godoy, de 22 anos, ocorrida em um estacionamento em Ribeirão Preto no início de junho, novas informações vieram à tona com a prisão de Francisco Mousse Jr. Mousse, funcionário público, era o piloto da moto que levou o atirador, Rafael Mazucato, até o local do crime.
Prisão e Depoimento
Dois dias após a justiça decretar sua prisão preventiva, Francisco Mousse Jr. se apresentou à delegacia. Em seu depoimento, ele alegou ter sido coagido por Rafael Mazucato. Segundo Mousse, ele apenas voltou ao local para ajudar a buscar a arma do crime, após ter sido ameaçado por Mazucato. Ele afirma lamentar a morte da vítima, mas nega ter efetuado qualquer disparo. Após exames no IML, Mousse será encaminhado para um presídio.
Testemunhas e Contradições
O depoimento de Mousse contrasta com declarações de testemunhas. Um funcionário do estacionamento relatou um possível desentendimento entre Mousse e Pedro, envolvendo uma mulher chamada Maíza. Mousse negou conhecer Pedro e qualquer envolvimento com Maíza, refutando as alegações de que teria sido visto com ela no estabelecimento na quarta-feira anterior ao crime. Outras contradições surgiram em relação ao conhecimento de Mousse sobre a arma e sua participação nos eventos que culminaram na morte de Godoy.
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Coação e Fuga
Mousse detalhou o momento em que foi buscar Mazucato. Ele relatou que Mazucato o ameaçou com disparos na garupa da moto, o coagindo a levá-lo de volta ao estacionamento. Após os disparos, Mousse afirma ter pedido à sua namorada, que estava na moto, para descer e, em seguida, fugir com Mazucato. A investigação segue em andamento, se encaminhando para a reta final, buscando esclarecer todos os pontos obscuros do caso e definir as responsabilidades de cada envolvido.



