César Augusto Vilas Boas, de 70 anos, morreu na tarde deste domingo (21), em Ribeirão Preto
Morreu na tarde de ontem em Ribeirão Preto o cartunista César Augusto Villas-Boas, conhecido como “Pelicano”, irmão do também cartunista Glauco. A causa da morte teria sido um infarto, em decorrência de complicações de uma pneumonia.
Uma trajetória dedicada à arte e à crítica social
Pelicano teve uma extensa carreira, publicando suas ilustrações críticas em diversos veículos, tanto locais como nacionais. Em Ribeirão Preto, seu trabalho foi visto em jornais como o extinto Diário da Manhã e a Tribuna Ribeirão. Seu talento também transcendeu as fronteiras da cidade, com publicações na Folha de São Paulo e no Pasquim. Premiado em diversas edições do Salão do Moa de Piracicaba, inclusive como jurado de honra, Pelicano deixou um legado de sátira social com um traço marcante e uma sensibilidade ímpar.
Um artista humanista e democrático
Amigos e familiares descrevem Pelicano como um homem humanista, democrático e com um humor genial. Seu trabalho, muitas vezes subliminar, convidava à reflexão sobre a vida humana e a política brasileira, antecipando, de certa forma, a linguagem dos memes contemporâneos. Sua esposa, Jassi, e suas quatro filhas recebem o apoio e as condolências de toda a comunidade.
Um legado de crítica e criatividade
A partida de Pelicano representa uma grande perda para a cidade de Ribeirão Preto e para o cenário artístico nacional. Seu humor crítico, saudável e reflexivo, aliado à sua criatividade e originalidade, o consagraram como um ícone do cartum brasileiro. Seu trabalho permanece como um referencial para outros artistas, um legado que continuará inspirando e provocando reflexões por gerações.



