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Amor obsessivo é mais comum em pessoas carentes e deve ser acompanhado por especialista

Ouça a coluna 'CBN Comportamento', com Daniele Zeotti
Amor obsessivo
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As emoções intensas podem levar à dependência em relacionamentos, frequentemente confundida com amor extremo. A psicóloga Daniela Zeote esclarece essa confusão, abordando o tema do amor obsessivo.

A Linha Tênue entre Amor e Obsessão

O amor saudável constrói e fortalece a parceria. Em contrapartida, o amor obsessivo destrói, tratando o parceiro como um objeto de posse. O indivíduo com amor patológico persegue incessantemente, ignorando os desejos e a individualidade do outro. Essa obsessão se manifesta na invasão de redes sociais, envio constante de mensagens e declarações públicas exageradas, transformando a vida da pessoa amada em caos.

Isolamento e Consequências do Amor Patológico

A pessoa com amor patológico se isola, priorizando a companhia do objeto de sua obsessão, o que acarreta prejuízos no trabalho e na vida pessoal. A vítima, inicialmente lisonjeada, logo percebe a natureza doentia da situação e passa a sentir medo, restringindo sua vida e, em casos extremos, buscando auxílio policial. O obsessor alterna momentos de aparente conquista com tentativas de destruição, difamando, ameaçando e, em situações extremas, praticando atos de violência.

Traumas e Transtornos Associados

O amor obsessivo frequentemente tem raízes em traumas passados, como perdas significativas ou relacionamentos abusivos. Indivíduos com personalidades frágeis podem desenvolver essa obsessão como forma de lidar com a dor. O amor patológico pode ser sintoma de transtornos depressivos, delirantes ou de personalidade dependente. É crucial que tanto a vítima quanto a família do obsessor busquem tratamento psiquiátrico e psicológico o mais cedo possível, pois o prognóstico tende a ser desfavorável.

Obsessão Amorosa na Relação Pais e Filhos

A obsessão amorosa também se manifesta na relação entre pais e filhos. Pais obcecados tratam os filhos como objetos, impedindo seu desenvolvimento e independência. Crianças excessivamente protegidas enfrentam dificuldades na escola e em atividades cotidianas. Educadores e familiares devem estar atentos a esses sinais e buscar ajuda psicológica para pais e filhos.

É fundamental reconhecer os sinais do amor obsessivo e buscar ajuda profissional para evitar maiores danos.

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