‘Projeto Pessoas’ foi inspirado em um dos filhos da artista com o objetivo incluir Pessoas Com Deficiência (PCD) na sociedade
Apresentação do programa Nossa Gente, com a entrevistada Ana Vanuque, de Ribeirão Preto, artista plástica, fotógrafa, arquiteta e historiadora. O programa discute a arte como ferramenta de transformação social e inclusão de pessoas com deficiência (PcDs).
A trajetória de Ana e seu filho Pedro
Ana compartilha sua experiência como mãe de Pedro, seu filho cadeirante, desde o nascimento até os seus 21 anos. Descreve as dificuldades enfrentadas com a mielomeningocele de Pedro, incluindo múltiplas cirurgias, hidrocefalia e meningite. Ela destaca a falta de acolhimento e a violência obstétrica vivenciada, incluindo comentários cruéis de profissionais de saúde. Ana relata episódios de preconceito e ignorância sofridos ao longo dos anos, como agressões por solicitar vagas de estacionamento para deficientes.
A arte como expressão e transformação
A experiência com Pedro motivou Ana a se expressar através da arte. Após anos trabalhando com fotografia e recusando seu lugar como artista, ela encontra na arte uma forma de processar as dificuldades e preconceitos vivenciados. Seu projeto “Pessoas” utiliza instalações e pinturas para representar a diversidade humana e a superação de desafios. A frase de Pedro, “melhor vivo e torto do que reto e morto”, ilustra a força e a resiliência da família.
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O projeto “Pessoas” e a inclusão
Ana descreve o projeto “Pessoas”, que inclui quadros, painéis, e uma instalação de um labirinto de três metros de altura com corredores adaptados para cadeirantes. A instalação utiliza espelhos no teto, permitindo que, ao mudar a perspectiva, se perceba a humanidade em comum, superando preconceitos. Ana busca promover a reflexão e a empatia por meio da arte, mostrando que as diferenças não definem a pessoa, mas sim a sua humanidade. O projeto já conta com patrocinadores e colaboradores, e foi parcialmente apresentado em um evento que gerou feedbacks positivos.



