Segundo a professora do Departamento de Química da USP, Lúcia Campos, é o maior índice registrado desde 2005
Uma pesquisa recente da USP de Ribeirão Preto revelou dados preocupantes sobre a qualidade da água da chuva na região. Analisando amostras coletadas desde 2005, os pesquisadores identificaram um evento atípico em 26 de novembro.
Chuva com composição química excepcional
A chuva de 26 de novembro apresentou concentrações elevadas de marcadores químicos de solo e de queimadas, muito superiores às registradas em centenas de eventos analisados anteriormente. Segundo a professora Lúcia Campos, do departamento de Química Ambiental da USP, a seca prolongada contribuiu para que o solo seco ressuspendesse o pó e resíduos de queimadas presentes na superfície, intensificando a contaminação da água da chuva.
Implicações para a saúde e o meio ambiente
A combinação de partículas de solo e resíduos de queimadas na água da chuva representa um risco à saúde da população e ao meio ambiente. A inalação dessas partículas pode causar problemas respiratórios, enquanto a contaminação do solo e da água afeta a biodiversidade e os recursos hídricos. A professora Campos destaca a importância da preservação da cobertura vegetal para minimizar esses impactos.
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Previsões futuras e medidas de prevenção
A professora Campos alerta para os malefícios da seca prolongada e da diminuição da cobertura vegetal, fatores que contribuem para eventos como o registrado em 26 de novembro. Aumentar a cobertura vegetal e combater as queimadas são medidas essenciais para reduzir a contaminação da água da chuva e proteger a saúde pública e o meio ambiente em Ribeirão Preto e região. A pesquisa da USP reforça a necessidade de políticas públicas eficazes para a preservação ambiental e a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.



