CPI que investiga irregularidades no local deve receber relatórios em dois meses
Uma investigação sobre a construção de um novo prédio anexo da Câmara Municipal de Ribeirão Preto revelou indícios de irregularidades e desperdício de dinheiro público. O valor total da obra, orçada em R$ 6,8 milhões, já teve quase R$ 6,4 milhões pagos à construtora, mesmo com a obra parada e em um estágio avançado.
Detalhes da Investigação
O professor e engenheiro José Elias Leher, da USP, realizou uma inspeção no canteiro de obras e constatou que a infraestrutura básica, como tubulações de água e esgoto, está concluída. No entanto, a obra está paralisada, aguardando a finalização da fiação elétrica. Para o professor, erros graves podem ter contribuído para o desperdício de recursos. A construtora alega que houve modificações significativas no projeto original, justificando a paralisação.
Possíveis Irregularidades e Custos Adicionais
Uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) foi criada para apurar suspeitas de irregularidades na licitação e superfaturamento. Entre as mudanças no projeto, destaca-se a ampliação do teto em 60 cm para a instalação elétrica, inicialmente esquecida. Essa alteração pode elevar o custo final da obra em R$ 1,7 milhão. A CPI busca esclarecer se o valor pago até o momento corresponde aos serviços executados. O engenheiro responsável pela obra nega superfaturamento, afirmando que o valor gasto reflete os serviços prestados. O professor da USP considera prematuro afirmar se houve irregularidades, mas reconhece que a situação parece melhor do que o esperado inicialmente.
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A Câmara Municipal aguarda o resultado de uma auditoria, prevista para ser concluída em dois meses, para determinar os próximos passos. A auditoria irá verificar se os valores pagos são compatíveis com os serviços executados. O ex-vereador Walter Gomes, envolvido em suspeitas de corrupção em outra operação, sempre negou irregularidades na obra.



