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Andorinha-azul e a jornada de migração

A ave de 20 centímetros percorre mais de 10 mil quilômetros ao deixar o Hemisfério Norte para chegar em terras brasileiras
Migração de andorinhas
A ave de 20 centímetros percorre mais de 10 mil quilômetros ao deixar o Hemisfério Norte para chegar em terras brasileiras

A ave de 20 centímetros percorre mais de 10 mil quilômetros ao deixar o Hemisfério Norte para chegar em terras brasileiras

O podcast Sons da Terra dedicou um episódio à andorinha-azul, espécie popular no Brasil e conhecida por sua migração. Contando com a participação da pesquisadora Clarissa Santos, da USP, o programa explorou a rica biodiversidade dessa ave e os desafios de sua pesquisa.

Diversidade e Identificação da Andorinha-Azul

Clarissa explicou que o Brasil abriga 17 espécies de andorinhas, sendo 12 migratórias. A andorinha-azul, presente em todo o território brasileiro durante a primavera e o verão, possui três subespécies, com variações sutis na plumagem. Machos e fêmeas apresentam dimorfismo sexual: o macho adulto é completamente azul, enquanto a fêmea possui costas azuis, peito variando do branco ao cinza e testa manchada de branco. Jovens se assemelham às fêmeas, adquirindo plumagem azul completa somente no terceiro ano de vida. A coloração mais vibrante dos machos é resultado da seleção sexual, atraindo as fêmeas.

Projeto Andorinha-Azul: Monitoramento e Conservação

O projeto Andorinha-Azul busca entender a dinâmica da espécie no Brasil, complementando os estudos já realizados no exterior. A migração da andorinha-azul, que se reproduz na América do Norte, apresenta desafios em termos de monitoramento, especialmente na Amazônia. A iniciativa conta com o apoio de observadores de aves em todo o país, que enviam registros de avistamentos, auxiliando na localização e mapeamento das populações. O projeto também utiliza geolocalizadores para rastrear a movimentação das aves, obtendo dados sobre seus padrões migratórios.

Ameaças e Desafios para a Conservação

A andorinha-azul do deserto, uma das subespécies, enfrenta ameaças significativas devido aos incêndios e ao aumento de plantas invasoras em seu habitat nos cactos saguários. O projeto busca entender melhor os padrões migratórios dessa subespécie, utilizando rastreadores via satélite para monitorar sua movimentação entre a América do Norte e o Nordeste brasileiro. A pesquisa também investiga as variações na vocalização das diferentes subespécies, identificando nuances em seus cantos. Apesar dos desafios, o monitoramento contínuo e a colaboração entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros são essenciais para a conservação da andorinha-azul e a preservação de sua rica biodiversidade.

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