Gelson Genaro destaca que essa doença também pode acometer cães e gatos, explicando como reconhecer e quais os cuidados
A epilepsia, doença neurológica que afeta cerca de 2% da população brasileira e 50 milhões de pessoas no mundo, também pode atingir cães e gatos. Embora menos comum em animais, algumas raças caninas, como o Beagle e o Setter, apresentam maior predisposição.
Entendendo a Epilepsia em Animais
É importante diferenciar convulsão de epilepsia. A convulsão é um sintoma que pode ter diversas causas, incluindo hipoglicemia, AVC, envenenamento e pancadas. Já a epilepsia é uma doença crônica caracterizada por crises convulsivas recorrentes. O diagnóstico é feito pelo veterinário após avaliação clínica e exames, como sangue e imagem.
Primeiros Socorros e Cuidados
Durante uma crise epiléptica, a prioridade é garantir a segurança do animal. Evite tocar no animal, mas proteja-o de quedas ou impactos. Diminua estímulos visuais e sonoros (luz e barulho), e espere a crise passar. Após a crise, leve o animal ao veterinário. A repetição de crises exige atenção especial, pois podem ser graves e até levar à morte. Não tente segurar a boca do animal ou forçá-lo a uma posição específica.
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Tratamento e Prevenção
O tratamento da epilepsia canina e felina geralmente envolve anticonvulsivantes. Manter uma rotina tranquila, evitando estresse, barulho excessivo e agitação, é crucial. Fique atento a sinais sutis que podem preceder uma crise, como salivação excessiva, piscar rápido ou movimentos excessivos das orelhas. Mesmo com epilepsia, os animais podem ter uma vida longa e de boa qualidade com o tratamento adequado. Observe o animal atentamente, pois crises podem ocorrer em sua ausência. Fezes e urina fora do lugar, salivação excessiva e sujeira no animal podem indicar uma crise epiléptica que passou despercebida.
A observação cuidadosa do animal é fundamental para identificar sinais precoces de crises e garantir o melhor tratamento, proporcionando uma vida saudável e feliz ao seu pet.