Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’, com Danielle Zeotti
Ter um animal de estimação em casa pode parecer um desafio para quem nunca teve essa experiência, especialmente quando o interesse parte das crianças. Mas, afinal, quais são os reais benefícios e responsabilidades de trazer um pet para o lar?
Os Benefícios Inegáveis da Convivência com Animais
Conviver com um animal de estimação é, sim, muito saudável para crianças e adolescentes. Apesar da preocupação inicial dos pais com o trabalho extra, a mudança na rotina e os gastos com ração e veterinário, os benefícios que esses companheiros de pelos, patas ou asas trazem superam as dificuldades. A presença de um animalzinho ajuda no desenvolvimento do senso de responsabilidade, autoestima, segurança e autoconfiança dos pequenos.
A Importância da Idade e do Contrato com a Criança
Não basta apenas dar um bichinho para a criança. É fundamental que a chegada do animal seja acompanhada de um “contrato” claro, mostrando que ele não é um brinquedo, mas sim um membro da família que necessita de cuidados, carinho e atenção. Para cachorros, o ideal é que a criança tenha a partir de dois ou três anos, quando já possui capacidade de fala e pode entender as responsabilidades. Para peixes ou passarinhos, a responsabilidade pode ser adaptada à idade da criança, sempre com supervisão.
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Dicas e Recomendações Essenciais
É importante ensinar a criança a cuidar do animal, mostrando que não se pode machucá-lo e que ele tem horários para comer e beber água. Gradualmente, as responsabilidades podem ser passadas para a criança, como a limpeza do espaço do animal (com supervisão para os menores). A convivência com animais pode mudar o comportamento da criança, especialmente aquelas mais tímidas, ajudando na socialização e no desenvolvimento da empatia.
A decisão de ter um animal de estimação nunca deve ser encarada como a compra de um objeto descartável. É preciso que a família esteja disposta a oferecer um lar afetivo, com carinho, responsabilidade, horários e rotina. Caso contrário, o animal pode ser negligenciado e maltratado, o que é inaceitável e serve de mau exemplo para as crianças.