CBN Ribeirão 90,5 FM
Colunistas
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe

Animais também são atingidos por diabetes

Ouça a coluna 'CBN Pet News', com Alexandre Martini de Brum
Diabetes em animais
Ouça a coluna 'CBN Pet News', com Alexandre Martini de Brum

Ouça a coluna ‘CBN Pet News’, com Alexandre Martini de Brum

A diabetes mellitus é uma condição que afeta principalmente animais mais velhos, mas pode ocorrer em qualquer fase da vida. Para aprofundar o tema, conversamos com o Dr. Alexandre Martini de Brum.

O que é Diabetes Mellitus?

Dr. Alexandre explica que a diabetes mellitus é uma doença endócrina causada pela diminuição da produção ou da ação da insulina. Isso impede que a glicose (açúcar no sangue) entre nas células, resultando em níveis elevados de açúcar no sangue e uma série de complicações para os animais. É importante notar que existem diferenças na forma como a doença se manifesta em cães e gatos.

Diferenças entre Cães e Gatos

Nos cães, a diabetes tipo 1 é mais comum, semelhante à diabetes juvenil em humanos. Nesse tipo, o cão para de produzir insulina. Já nos gatos, além da diabetes tipo 1, a diabetes tipo 2, relacionada à resistência à insulina, é bastante frequente. Nesses casos, o gato produz insulina, mas ela não funciona corretamente. Em humanos, a diabetes tipo 2 está ligada a maus hábitos alimentares e obesidade, e o mesmo se aplica aos gatos.

Como Reconhecer a Diabetes em seu Pet

Existem sinais clínicos clássicos que podem indicar diabetes em animais de estimação. Um deles é o aumento exagerado no consumo de água (polidipsia). O animal bebe desesperadamente, procurando água em todos os lugares. Outro sinal é o aumento na frequência urinária. Além disso, o pet pode apresentar um apetite voraz, comendo tudo o que é oferecido e pedindo mais, mesmo perdendo peso. No caso da urina, ela pode atrair formigas e outros insetos devido à alta concentração de açúcar.

Outros sinais incluem catarata (olhos esbranquiçados) e lesões nos nervos periféricos, que podem alterar a forma como o animal caminha. Em casos graves, o animal pode parar de comer, beber e começar a vomitar, indicando uma complicação grave chamada cetoacidose diabética. A catarata pode levar à cegueira, muitas vezes não percebida pelos tutores, pois os animais se adaptam bem ao ambiente conhecido.

O acompanhamento veterinário é essencial para o diagnóstico e tratamento adequados. Fique atento aos sinais e procure um profissional caso note algo diferente no seu pet.

Compartilhe

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.