Alta do dólar, custo dos fertilizantes e a instabilidade política/ econômica influenciaram; ouça a coluna ‘CBN Agronegócio’
O ano de 2022 apresentou inúmeros desafios para o agronegócio brasileiro, culminando em um cenário preocupante para a safra de 2023. A instabilidade de preços, iniciada com a alta nos custos de fertilizantes e defensivos agrícolas, compromete a rentabilidade do setor.
Custos de Produção Elevados e Queda nas Commodities
Os altos custos de produção em 2022, considerados históricos, contrastam com a perspectiva de queda nos preços das commodities agrícolas em 2023. Estima-se uma redução de, pelo menos, 50% na rentabilidade para produtores de milho e soja, afetando significativamente o pequeno produtor e os cultivos de hortaliças e cana-de-açúcar.
Incertezas Políticas e Econômicas
As incertezas políticas, intensificadas pelo período eleitoral, contribuem para o clima de apreensão no setor. A ausência de planos de governo detalhados em relação à economia, por parte dos candidatos, agrava a situação. A incerteza internacional, somada à indefinição política interna, dificulta o planejamento e os investimentos no agronegócio. A redução temporária dos preços de combustíveis, com o retorno previsto para janeiro de 2023, adiciona mais um fator de instabilidade aos custos de produção.
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Necessidade de Políticas Públicas Eficazes
A falta de um plano de governo claro, especialmente em relação ao desmatamento e à valorização da marca “Brasil” no mercado internacional, prejudica o setor. A necessidade de políticas públicas eficazes que promovam o uso sustentável do solo e fortaleçam a imagem do agronegócio brasileiro é crucial. A competição política, com acusações mútuas entre os candidatos, obscurece a necessidade de uma ação conjunta em prol do desenvolvimento do setor e do país.