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Ano de extremos: balanço sobre o clima de 2021 em Ribeirão e região

Agrometeorologista Glauco Cortez faz um retrospecto sobre as temperaturas e acontecimentos
clima 2021 Ribeirão
Agrometeorologista Glauco Cortez faz um retrospecto sobre as temperaturas e acontecimentos

Agrometeorologista Glauco Cortez faz um retrospecto sobre as temperaturas e acontecimentos

O ano de 2021 apresentou eventos climáticos extremos em nossa região. Um inverno com temperaturas recordes de baixa, atingindo 1°C em julho em Hibernumpreto – a menor temperatura dos últimos 18 anos – contrastou com ondas de calor e um período de seca intensa.

Extremos Climáticos de 2021

A estiagem prolongada, com mais de 100 dias sem chuva, resultou em incêndios que devastaram a vegetação em diversas cidades, incluindo Hibernumpreto, Morragudo, Luiz Antônio e Sertãozinho. Uma tempestade de poeira atingiu Franca, e fortes rajadas de vento, chegando a 92 km/h, causaram estragos em Franca e Hibernumpreto, com imagens impactantes veiculadas nacionalmente.

Análise do Agrometeorologista Glauco Cortez

Para entender esses eventos, conversamos com o agrometeorologista Glauco Cortez. Ele destacou que 2021 foi um ano excepcionalmente seco, com chuvas abaixo da média histórica em quase todos os meses, exceto outubro. A falta de chuva contribuiu para a crise hídrica, agravada pela dependência da energia hidrelétrica, e para o surgimento de tempestades de poeira, um fenômeno incomum em nossa região, que atingiu proporções urbanas.

Glauco explicou que a ausência do El Niño e a neutralidade do Oceano Pacífico contribuíram para a imprevisibilidade climática. A região depende da Zona de Convergência do Atlântico Sul para as chuvas, mas em 2021, elas foram menos intensas e provenientes de frentes frias, causando baixas temperaturas no inverno, mas sem trazer chuvas significativas.

Impactos na Agricultura e Previsões para 2022

As baixas temperaturas e a seca afetaram significativamente a agricultura. Culturas como a cana-de-açúcar e hortaliças foram prejudicadas pela falta de água, e o café na região serrana sofreu com geadas. Glauco destacou a dificuldade de prever geadas com antecedência, limitando a capacidade dos produtores de se prepararem. Para 2022, a previsão é de um verão com chuvas próximas à média, temperaturas elevadas e a possibilidade de temporais. A repetição de eventos climáticos semelhantes a 2021 é possível, dependendo do fenômeno La Niña.

Glauco finalizou enfatizando a importância de ações locais para melhorar o microclima urbano, como o plantio de árvores e o manejo eficiente da água da chuva, para mitigar os efeitos dos eventos climáticos extremos.

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