Secretária da Saúde, Luciana Rodrigues, afirma que a Prefeitura teve que aguardar uma decisão judicial para iniciar processo
O ano letivo de 2018 para 45 mil alunos da rede municipal de Ribeirão Preto começou com desafios. A atribuição de aulas, ainda em andamento no início do ano, deixou professores sem saber onde iriam trabalhar. A secretária da educação, Luciana Rodrigues, atribuiu o atraso a uma decisão judicial, garantindo que o calendário escolar e a aprendizagem dos alunos não seriam comprometidos.
Atribuição de aulas e suas consequências
Apesar de assegurar que as aulas iniciaram no dia 5 de fevereiro, sem prejuízo aos alunos, a situação gerou preocupações. Bianca Correia, especialista em educação infantil da USP, destacou os prejuízos causados pela atribuição de última hora, principalmente para crianças pequenas, considerando inaceitável a falta de organização em uma rede do porte da de Ribeirão Preto. Cristiane Gonçalves, diretora do sindicato dos servidores, defendeu a suspensão do processo para que prefeitura e sindicato chegassem a um consenso, apontando a desmotivação dos professores como consequência do impasse judicial.
Déficit em creches e outros desafios
A falta de vagas em creches também foi abordada. A secretária Rodrigues admitiu a existência de um déficit, mas preferiu não quantificá-lo, mencionando a inauguração de uma nova creche em 2018 e o aumento de parcerias com instituições privadas como medidas para amenizar o problema. A meta é atingir mil novas vagas este ano. Ainda sobre a infraestrutura, a entrega dos uniformes escolares, atrasada desde o ano passado, está prevista para o final de fevereiro. Problemas com salas de informática e falta de profissionais na área, relatados em 2017, estão sendo resolvidos com manutenção dos laboratórios e contratação de monitores.
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Situação atual e perspectivas
Em resumo, o início do ano letivo em Ribeirão Preto expôs desafios na organização da rede municipal de ensino. Embora as aulas tenham começado dentro do calendário, questões como a atribuição de aulas em atraso, a falta de vagas em creches e a necessidade de melhorias na infraestrutura demonstram a necessidade de aprimoramento na gestão e planejamento para garantir a qualidade do ensino público.



