Especialistas dizem que Venda direta da usina ao posto não diminui preço do combustível
A Agência Nacional do Petróleo e Biocombustíveis (ANP) realizará uma audiência pública em novembro para discutir mudanças na comercialização do etanol. A proposta é permitir a venda direta do etanol das usinas para os postos de combustíveis, sem a intermediação das distribuidoras.
Objetivo: Preços mais baixos
A principal intenção é reduzir o preço do etanol ao consumidor, especialmente em regiões produtoras como Ribeirão Preto, onde o custo do transporte e a distância até as distribuidoras impactam no valor final. Atualmente, o etanol sai das usinas, vai para as distribuidoras e só então chega aos postos, aumentando o preço.
Desafios e Implicações
A mudança proposta enfrenta desafios. A alteração da cadeia de tributação (ICMS, PIS/Cofins) é complexa e necessita de aprovação no Congresso. Além disso, a venda direta pode não trazer grandes reduções de preço, segundo alguns especialistas. As distribuidoras possuem grande poder de negociação por comprarem em grandes lotes e oferecem serviços de estocagem. Postos menores podem ter dificuldades em se adaptar à nova logística, o que pode impactar sua competitividade.
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A audiência pública, marcada para 24 de novembro, busca a participação da sociedade e do setor para avaliar a viabilidade e os impactos da proposta. A discussão envolve diferentes pontos de vista, com especialistas apontando tanto vantagens quanto desvantagens para consumidores e para o setor.



