A chamada ansiedade da separação é uma fase comum do desenvolvimento infantil e costuma aparecer por volta dos oito meses de idade. Segundo o pediatra Ivan Savioli Ferraz, nesse período a criança começa a perceber que ela e a mãe são indivíduos diferentes, o que pode gerar angústia quando ocorre algum afastamento.
Os sinais mais comuns incluem choro ao se separar dos pais, apego intenso à figura materna ou paterna, estranhamento de pessoas e até alterações no sono ou no apetite. De acordo com o especialista, essa reação faz parte do processo natural de desenvolvimento emocional da criança.
A tendência é que a ansiedade diminua conforme a criança passa a compreender que as ausências são temporárias. Com o tempo, ela desenvolve memória e percebe que os pais voltam após a separação, o que ajuda a reduzir a angústia.
A orientação para os pais é manter a calma e não alterar a rotina da família. Despedidas curtas, explicações simples e objetos de conforto podem ajudar nesse processo de adaptação. Caso os sintomas persistam após os 2 ou 3 anos ou causem grande impacto na rotina familiar, a avaliação médica pode ser necessária.
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