Antiga gestora do Bom Prato do HC, em Ribeirão, deixa unidade com dívida de mais de R$ 80 mil
Fornecedores do Bom Prato no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto denunciam atrasos nos pagamentos, acumulando um prejuízo estimado em R$ 80 mil. A CBN Ribeirão apurou que duas empresas já identificadas enfrentam dificuldades financeiras devido à falta de repasse por parte do Instituto de Desenvolvimento Social e Cidadania, antiga gestora da unidade.
Dívidas e Alegações dos Fornecedores
Aldo Rodrigues Ferras, proprietário de uma distribuidora de alimentos, relata que os problemas com pagamentos são recorrentes desde a inauguração do Bom Prato em 2022. O prejuízo acumulado ultrapassa os R$ 50 mil. Segundo ele, o responsável pela antiga administração, Everton Max Ferreira da Silva, não tem sido localizado para resolver a situação.
Roger Castro, outro empresário lesado, afirma que sua empresa deixou de receber mais de R$ 26 mil após fornecer alimentos básicos para a unidade. Ele alega que continuou fornecendo os produtos na promessa de pagamento, acreditando que o Estado garantiria a quitação dos débitos. Diante da situação, Castro protestou os títulos no banco e ingressou com uma ação judicial.
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Responsabilidade e Resposta do Estado
Os fornecedores questionam a responsabilidade do Estado pelos prejuízos causados pela antiga administração. Eles argumentam que o governo deveria supervisionar de perto as empresas contratadas para gerir o Bom Prato, garantindo sua capacidade financeira e o cumprimento das obrigações.
Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo informou que houve a troca da empresa responsável pela gestão do Bom Prato do HC, devido a irregularidades na execução do termo de colaboração pelo Instituto de Desenvolvimento Social e Cidadania. A pasta mencionou falhas orçamentárias, atrasos nos pagamentos, descumprimento de obrigações trabalhistas e fiscais, além de problemas na execução do plano de trabalho.
Posicionamento da Antiga Administração e Irregularidades
Everton Max Ferreira da Silva, responsável pela antiga administração, afirmou que todos os fornecedores e funcionários serão pagos até a próxima sexta-feira e que já está em contato com os credores. Ele lamentou o descredenciamento.
A Vigilância Sanitária de Ribeirão Preto informou que não há nenhum processo aberto na esfera local contra a unidade do Bom Prato do HC, que responde diretamente ao Estado. Uma pesquisa da CBN revelou que CNPJs ligados ao Instituto de Desenvolvimento Social e Cidadania possuem quase R$ 1 milhão em pendências financeiras.
A situação levanta questionamentos sobre a fiscalização e a escolha das entidades responsáveis pela gestão de programas sociais, bem como a garantia de que os compromissos financeiros sejam honrados.



