Fabiano de Camargo Peixoto conversou com a CBN Ribeirão
O piloto Fabiano de Camargo Peixoto, que operou a aeronave envolvida no trágico acidente em Santos por um ano e meio, compartilhou informações relevantes sobre o histórico do avião e suas impressões sobre as possíveis causas da queda.
A Negociação e o Voo de Demonstração
Peixoto relatou ter tido contato com Eduardo Campos durante as negociações para a compra da aeronave. Ele mencionou um voo de demonstração realizado em maio, a pedido do proprietário, para apresentar o avião a Campos. Após esse voo, a aeronave permaneceu em São Paulo, onde os detalhes da negociação foram finalizados e uma nova equipe de pilotos foi contratada.
Condições da Aeronave e Último Voo
O piloto descreveu o voo de demonstração como tendo partido de São Paulo, seguido para Uberaba e retornado à capital paulista. Ele ressaltou que, na época, um piloto de confiança de Campos acompanhou o voo como passageiro. Após a conclusão da venda, a relação de Peixoto com a aeronave se encerrou, marcando seu último voo no aparelho. Ele enfatizou que, durante o período em que pilotou a aeronave, nunca registrou nenhuma falha nos equipamentos.
Fator Climático como Possível Causa
Peixoto destacou que a aeronave, embora fabricada em 2010, possuía poucas horas de voo, cerca de 300, o que a aproximava de uma aeronave nova. Acompanhando o caso, ele acredita que o fator climático, especificamente a presença de condições meteorológicas adversas e etilatesia, pode ter sido determinante para a queda do avião. Ele mencionou a ausência de informações sobre declarações de emergência por parte do piloto, sugerindo que o acidente pode ter ocorrido devido às condições climáticas em um ambiente controlado.
O piloto também lembrou que a aeronave não possuía caixa preta, o que significa que os dados de voo não foram gravados, apenas as comunicações de voz. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o certificado de voo da aeronave estava em dia, com a inspeção anual de manutenção válida. As causas do acidente estão sob investigação do Cenipa.



