Ouça o 2º bloco do programa de 25 de janeiro
O CBN Esporte deste sábado recebeu Antoninho, ex-atacante de Palmeiras e Botafogo, para relembrar sua trajetória. Falamos sobre o início difícil de sua carreira, a passagem marcante pelo Palmeiras e a chegada ao Botafogo nos anos 50. Ribeirão Preto sempre foi e continua sendo sua casa, onde constituiu família. Antoninho foi o primeiro jogador de Ribeirão Preto a jogar na Europa, mais precisamente na Itália. Mas como foi essa experiência para o jovem Antoninho?
O Impacto da Europa
Antoninho descreve o impacto de chegar à Europa após jogar em times do interior, onde o futebol era amador comparado aos times profissionais de São Paulo. A diferença entre as estruturas era gritante. Ele conta que, ao chegar à concentração da Fiorentina, em uma suíte luxuosa, teve um momento de incredulidade, questionando se realmente estava ali. A comparação com as pensões precárias que frequentava com o Botafogo era inevitável. A exigência de estar sempre bem vestido e apresentado, com uniforme completo fornecido pelo clube, contrastava com a informalidade dos tempos no Brasil.
A Adaptação e a Globalização
Essa mudança repentina abalou Antoninho, pois ele não estava preparado para tamanha estrutura. Hoje, os jogadores já saem do Brasil sabendo o que encontrarão na Europa, algo que não acontecia em sua época. A barreira da língua também era um desafio, superada atualmente pela facilidade de aprender idiomas e pela globalização do futebol. Após a Europa, Antoninho teve uma passagem pelo Japão, uma cultura completamente diferente, onde encontrou apoio de seu filho, Regis. No Japão, o futebol ainda era amador, e os jogadores precisavam cuidar de seus próprios equipamentos. A profissionalização do esporte no país foi um processo gradual, culminando na construção de grandes estádios e na realização da Copa do Mundo.
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Artilharia e Histórias Marcantes
Antoninho relembrou histórias curiosas de sua carreira, como os amistosos em que marcou seis gols em um tempo contra o Guarani e quatro gols contra o Grêmio. Ele também compartilhou um episódio inusitado em que ganhou um terno da Ducal por marcar o gol mais rápido de uma rodada. Outro momento marcante foi a derrota por 11 a 0 para o Santos de Pelé, um jogo que entrou para a história, mas que Antoninho encara com bom humor.
A conversa trouxe à tona memórias de um futebol diferente, com menos recursos e mais amor à camisa, em contraste com o profissionalismo e o modismo atuais.



